O prurido anal é mediado por fibras predominantes no anoderma e na pele perianal, denominadas fibras amielínicas do tipo
- A)A-Alfa.
Errada, porque fibras A-alfa estão ligadas principalmente à propriocepção e à função motora, não ao prurido.
- B)A-Beta.
Errada, porque fibras A-beta conduzem tato fino e vibração, e não a sensação de coceira.
- C)A-Gama.
Errada, porque fibras A-gama estão relacionadas ao controle motor dos fusos musculares, não ao prurido anal.
- D)A-Delta.
Errada, porque fibras A-delta transmitem dor rápida e bem localizada, enquanto o prurido é típico de fibras amielínicas do tipo C.
- E)C.
Certa, porque o prurido anal é mediado por fibras amielínicas do tipo C.
Gabarito: E
O prurido anal, aquela coceira insistente que costuma piorar com suor, umidade e higiene inadequada, tem base sensitiva na pele da região anal, especialmente no anoderma e na pele perianal. O ponto-chave da questão é lembrar que essa sensibilidade é conduzida por fibras amielínicas do tipo C, que transmitem dor difusa, ardor e prurido de forma mais lenta e mal localizada. Essas fibras C são as grandes responsáveis por sensações desagradáveis e prolongadas, como coceira e queimação. Já as fibras A-alfa, A-beta, A-gama e A-delta têm outras funções: movimento, tato, propriocepção e dor mais rápida, respectivamente. Ou seja, quando a banca fala em prurido anal, ela quer que você pense em fibra C sem hesitar. Por isso, o gabarito é a alternativa E. O enunciado está alinhado com a fisiologia da inervação cutânea da região anorretal, e não com fibras de condução rápida. Em prova, a ideia é simples: coceira e dor em queimação, especialmente na pele perianal, lembram fibras C; resposta rápida e tátil, não. Na prática de concurso, vale guardar essa associação como uma dupla clássica: prurido = fibra C. Se a banca trocar o nome da região ou tentar confundir com sensibilidade somática geral, o raciocínio continua o mesmo.