O mecanismo mais frequente responsável pelas fraturas do colo do Talus é a
- A)flexão plantar.
Flexão plantar não é o mecanismo clássico da fratura do colo do tálus; ela não gera a impactação típica responsável por essa lesão.
- B)inversão.
Inversão costuma estar mais relacionada a entorses laterais do tornozelo, e não à fratura do colo do tálus.
- C)eversão.
Eversão também não é o mecanismo mais frequente dessa fratura; em geral, aponta mais para outras lesões ligamentares ou do tornozelo.
- D)compressão axial.
Compressão axial pode participar de traumas graves, mas não é a resposta clássica cobrada para o colo do tálus.
- E)flexão dorsal.
Correta: a dorsiflexão forçada é o mecanismo mais frequente descrito para fraturas do colo do tálus.
Gabarito: E
As fraturas do colo do tálus aparecem, em geral, depois de um trauma de alta energia, especialmente quando o pé é levado bruscamente para cima, isto é, em dorsiflexão. Nessa posição, o colo do tálus fica mais exposto ao impacto contra a tíbia, o que facilita a fratura. É um mecanismo clássico em acidentes de trânsito e quedas de grande altura. O ponto importante aqui é não confundir com outras lesões do tornozelo e do pé, porque muita gente pensa logo em torção ou em compressão axial pura. Mas, para a fratura do colo do tálus, o mecanismo mais cobrado é a dorsiflexão forçada, que concentra a força exatamente na região do colo. A FGV costuma cobrar o mecanismo típico de lesão em vez de detalhes radiológicos. Então, se a questão fala em fratura do colo do tálus, a associação mental certa é: trauma importante + pé em dorsiflexão. É uma dupla que costuma andar junta na prova e na vida real. Por isso, o gabarito é a letra E. A dorsiflexão é a posição que mais favorece essa fratura, por levar o tálus a impactar a tíbia e sofrer a quebra no colo.