As opções a seguir podem reduzir a qualidade da imagem e, assim, comprometer o rendimento da angiotomografia coronariana para diagnosticar obstruções intraluminais, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Obesidade mórbida (IMC > 40kg/m2 ).
Certa como fator de piora: a obesidade mórbida reduz a गुणवत्ता da imagem por maior atenuação e mais ruído.
- B)Bloqueio de ramo esquerdo completo.
Errada porque o bloqueio de ramo esquerdo completo não é um fator clássico de degradação da angiotomografia coronariana para avaliar o lúmen.
- C)Presença de stents de pequeno diâmetro.
Certa como fator de limitação: stents pequenos geram artefatos e dificultam a avaliação da luz do vaso.
- D)Fibrilação atrial com resposta ventricular não controlada.
Certa como fator de piora: fibrilação atrial com resposta ventricular não controlada aumenta artefatos de movimento e prejudica a sincronização da imagem.
- E)Extensa calcificação coronariana.
Certa como fator de limitação: calcificação coronariana extensa causa artefatos que podem superestimar ou ocultar estenoses.
Gabarito: B
A angiotomografia coronariana depende muito da qualidade da imagem, então qualquer fator que aumente artefatos de movimento, ruído ou dificulte a avaliação do lúmen pode atrapalhar bastante o exame. Em geral, ritmo cardíaco irregular, batimentos acelerados, calcificação intensa e stents pequenos costumam ser inimigos da boa leitura. Até a obesidade mórbida pode piorar a imagem, porque aumenta a atenuação do sinal e reduz a relação sinal-ruído. Já a presença de bloqueio de ramo esquerdo completo, por si só, não é um fator clássico que comprometa a angiotomografia coronariana para diagnosticar obstruções intraluminais. Ele pode atrapalhar a avaliação funcional em outros exames, mas não é a causa típica de piora da qualidade da imagem na angiotomografia.