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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Assinale a opção que apresenta a abordagem mais adequada para o estado de mal convulsivo pediátrico, de acordo com o último consenso da Sociedade Brasileira de Neurologia.

Gabarito: E

No estado de mal convulsivo pediátrico, a prioridade é parar a crise o mais rápido possível. A lógica é simples: primeiro você estabiliza, depois você investiga. Se a convulsão continua, cada minuto conta, porque aumenta o risco de lesão cerebral e de complicações respiratórias e hemodinâmicas. Pelo último consenso da Sociedade Brasileira de Neurologia, a primeira linha são os benzodiazepínicos, como diazepam ou midazolam, especialmente por via intravenosa quando possível. Eles agem rápido e são a melhor medida inicial para interromper a atividade convulsiva em andamento. Se não houver resposta, aí sim entram as medicações de segunda linha, como fenitoína, fenobarbital, levetiracetam ou outras opções do protocolo. Os exames de imagem, como tomografia ou ressonância, e a punção lombar podem ser importantes para descobrir a causa, mas não devem atrasar o tratamento da crise ativa. Em outras palavras: antes de procurar o culpado, você precisa apagar o incêndio. Se houver suspeita de infecção do sistema nervoso central, a investigação vem depois da estabilização, e com cuidado para não perder tempo precioso. Por isso, a alternativa correta é a que indica benzodiazepínicos intravenosos como medida imediata. É a conduta de primeira linha no estado de mal convulsivo pediátrico, em linha com os consensos neurológicos atuais.

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