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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 25 anos com história de ciclos menstruais normais queixa-se de ausência de menstruação há cerca de seis meses. Refere ter iniciado atividade física intensa e ter distúrbios alimentares nos últimos meses. Realizou avalição hormonal e foi identificada diminuição nas dosagens séricas de gonadotrofinas. Nega atividade sexual há um ano. Nesse caso, a amenorreia se caracteriza por

Gabarito: D

Amenorreia é a ausência de menstruação e, quando aparece depois de um período de ciclos normais, a primeira ideia é pensar em causa adquirida. Aqui, o detalhe-chave é o contexto: exercício intenso, distúrbio alimentar e gonadotrofinas baixas. Esse trio é bem típico de supressão do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano por estresse energético, com queda de GnRH e, em seguida, de FSH e LH. Quando o problema está no hipotálamo, a hipófise recebe menos estímulo e produz menos gonadotrofinas. Isso leva a uma amenorreia hipogonadotrófica. Na prática, é o corpo economizando energia e “desligando” funções reprodutivas que não são prioridade naquele momento. Por isso o gabarito é a alternativa D: hipogonadismo hipogonadotrófico de causa hipotalâmica. O quadro clássico é amenorreia funcional hipotalâmica, muito associada a perda ponderal, exercício excessivo, estresse e transtornos alimentares. Não há atividade sexual recente, então gravidez fica fora da jogada, e o padrão hormonal aponta para falha central, não ovariana. Em termos de raciocínio de prova, lembre deste mapa: gonadotrofinas baixas apontam para causa central; se a origem fosse ovariana, o esperado seria FSH e LH altos por perda do feedback negativo. Aqui a peça que faltava era justamente o local do problema: o hipotálamo.

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