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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Na avaliação radiográfica do paciente com displasia do desenvolvimento do quadril, podemos lançar mão das seguintes linhas:

Gabarito: B

Na displasia do desenvolvimento do quadril, a radiografia é um mapa de orientação: você usa algumas linhas clássicas para ver se a cabeça femoral está bem posicionada ou se está “escapando” do lugar. As mais cobradas são a linha de Hilgenreiner, a linha de Perkins e a linha de Shenton. Elas ajudam a organizar a leitura do acetábulo e da relação entre o fêmur e o quadril, especialmente nos casos de luxação ou subluxação. A linha de Hilgenreiner é traçada horizontalmente pelos centros dos cartilagens trirradiadas, servindo como referência para outras medidas. A linha de Perkins é perpendicular à de Hilgenreiner e passa pela borda superolateral do acetábulo. Já a linha de Shenton é uma curva suave que deve permanecer contínua; quando há desvio, isso sugere alteração da congruência do quadril. É a clássica situação em que a anatomia “perde a linha”. Por isso, o gabarito B está correto: ele reúne exatamente Perkins, Hilgenreiner e Shenton, que são as linhas radiográficas realmente utilizadas na avaliação da displasia do desenvolvimento do quadril. A banca costuma cobrar esse trio porque mistura nomes parecidos e explora quem lembra só de um ou dois deles. Resumo prático: Hilgenreiner orienta, Perkins delimita e Shenton denuncia desalinhamento. Se você guardar esses três, já sai na frente na interpretação radiográfica do quadril infantil.

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