Na avaliação radiográfica do paciente com displasia do desenvolvimento do quadril, podemos lançar mão das seguintes linhas:
- A)Kline, Perkins e Hilgenreine.
Errada: Kline não é uma linha clássica usada na avaliação radiográfica da displasia do desenvolvimento do quadril.
- B)Perkins, Hilgenreiner e Shenton.
Certa: reúne as três linhas clássicas da avaliação radiográfica do quadril na displasia do desenvolvimento.
- C)Hilgenheiner, Kline e Shenton.
Errada: além de trazer grafia incorreta de Hilgenreiner, Kline não substitui Perkins nessa avaliação.
- D)Perkins, Kline e Shenton.
Errada: Kline não faz parte do conjunto clássico, embora Perkins e Shenton sejam utilizados.
- E)Galeazzi, Kline e Shenton.
Errada: Galeazzi é um sinal clínico, não uma linha radiográfica, e Kline também não é a referência correta.
Gabarito: B
Na displasia do desenvolvimento do quadril, a radiografia é um mapa de orientação: você usa algumas linhas clássicas para ver se a cabeça femoral está bem posicionada ou se está “escapando” do lugar. As mais cobradas são a linha de Hilgenreiner, a linha de Perkins e a linha de Shenton. Elas ajudam a organizar a leitura do acetábulo e da relação entre o fêmur e o quadril, especialmente nos casos de luxação ou subluxação. A linha de Hilgenreiner é traçada horizontalmente pelos centros dos cartilagens trirradiadas, servindo como referência para outras medidas. A linha de Perkins é perpendicular à de Hilgenreiner e passa pela borda superolateral do acetábulo. Já a linha de Shenton é uma curva suave que deve permanecer contínua; quando há desvio, isso sugere alteração da congruência do quadril. É a clássica situação em que a anatomia “perde a linha”. Por isso, o gabarito B está correto: ele reúne exatamente Perkins, Hilgenreiner e Shenton, que são as linhas radiográficas realmente utilizadas na avaliação da displasia do desenvolvimento do quadril. A banca costuma cobrar esse trio porque mistura nomes parecidos e explora quem lembra só de um ou dois deles. Resumo prático: Hilgenreiner orienta, Perkins delimita e Shenton denuncia desalinhamento. Se você guardar esses três, já sai na frente na interpretação radiográfica do quadril infantil.