Dos fármacos a seguir, o pior perfil de ação para controle de cefaleia migranosa refratária a analgesia simples é
- A)a morfina.
Certa, porque a morfina não é uma boa escolha para enxaqueca e tem pior perfil para esse controle, com risco de dependência e cefaleia por abuso de medicação.
- B)a dexametasona.
Errada, pois a dexametasona pode ser útil como adjuvante em crises migranosas, especialmente para reduzir recorrência.
- C)o naproxeno.
Errada, porque o naproxeno é um AINE com boa utilidade no tratamento da crise de enxaqueca.
- D)a clorpromazina.
Errada, pois a clorpromazina pode ser usada no manejo da migrânea, sobretudo quando há náusea associada.
- E)a metoclopramida.
Errada, porque a metoclopramida é um antiemético útil na crise migranosa e pode ajudar no controle dos sintomas e na absorção de outros fármacos.
Gabarito: A
Na cefaleia migranosa refratária a analgésicos simples, a ideia é usar fármacos que ajudem tanto na dor quanto nos sintomas associados, como náusea e vômitos. Por isso, entram bem anti-inflamatórios, antieméticos e até alguns adjuvantes usados no pronto atendimento, como metoclopramida e clorpromazina, que podem melhorar a crise e facilitar a absorção de outras medicações. A dexametasona também pode ser usada como adjuvante em algumas crises para reduzir recidiva e ajudar em quadros mais persistentes, embora não seja o analgésico principal. O naproxeno, por sua vez, é um anti-inflamatório clássico e costuma ter bom papel no controle da enxaqueca leve a moderada ou como parte do tratamento da crise. Já a morfina é a pior escolha nesse cenário. Opioides não são boa estratégia para enxaqueca porque têm eficácia inferior ao tratamento específico, aumentam o risco de sedação, náusea, dependência, cronificação da dor e cefaleia por uso excessivo de medicação. Em provas e na prática, opioide para enxaqueca costuma ser sinal de caminho torto. Então, quando a questão pede o pior perfil de ação para controle de cefaleia migranosa refratária, a resposta é a morfina, justamente por ser uma opção pouco adequada e mais problemática do que útil.