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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Mulher, 78 anos, com politraumatismo e traumatismo crânio encefálico (TCE) devido a um atropelamento, é encaminhada à emergência. Diante desta situação crítica, assinale a opção que apresenta os fatores que pioram o desfecho do traumatismo crânio encefálico dessa paciente politraumatizada.

Gabarito: E

No traumatismo cranioencefálico (TCE), o cérebro já chega “na corda bamba”: qualquer queda na oferta de oxigênio ou na perfusão piora muito o prognóstico. Por isso, em politraumatizado, os grandes vilões são hipotensão arterial, hipoxemia, anemia, febre, hiperglicemia e distúrbios hidroeletrolíticos que favoreçam edema cerebral. O raciocínio é simples: cérebro machucado tem pouca reserva, então menos sangue, menos oxigênio e mais inchaço significam pior desfecho. A hipotensão arterial é um dos fatores mais perigosos, porque reduz a pressão de perfusão cerebral. Em TCE, a recomendação clássica é evitar ao máximo qualquer episódio de hipotensão, pois ela aumenta mortalidade e sequelas neurológicas. Já a anemia também atrapalha, porque reduz o transporte de oxigênio para um tecido que está particularmente sensível à isquemia. A hiponatremia piora o quadro porque favorece deslocamento de água para o meio intracelular, aumentando edema cerebral e pressão intracraniana. Em um cérebro lesionado, isso pode ser a diferença entre estabilizar e descompensar. Por isso, o gabarito é a letra E: hipotensão arterial, anemia e hiponatremia são fatores que claramente agravam o desfecho do TCE. Em provas, pense sempre no tripé do TCE grave: manter pressão, manter oxigênio e evitar edema. Quando a banca mistura termos que parecem “alterações de exame” com “sinais de gravidade”, ela quer justamente ver se você separa o que protege do que piora a lesão cerebral.

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