Paciente, 7 anos, vem acompanhado por sua avó que se releva preocupada. O paciente reside com a avó, o avô e seu irmão mais velho, de 20 anos, que foi diagnosticado com tuberculose há cerca de 2 semanas. O irmão já está realizando tratamento, após tal diagnóstico, mas avó gostaria de saber o que fazer com seu neto menor. Ao exame paciente assintomático, sem perda de peso e cartão vacinal completo com presença de cicatriz de BCG em seu braço. De acordo com o Ministério da Saúde, a conduta adequada para essa consulta é
- A)realizar tomografia de tórax e manter criança afastada de suas atividades.
Errada: tomografia não é exame inicial de rotina para contactante assintomático, e afastamento das atividades sem investigação não é a conduta preconizada.
- B)iniciar tratamento para tuberculose com rifampicina e isoniazida.
Errada: tratamento preventivo só vem após avaliação do contato e, em regra, não se inicia de forma empírica sem radiografia e prova tuberculínica.
- C)observar, sem necessidade de tratamento, tendo em vista que está assintomático.
Errada: ser assintomático não basta para liberar o caso, porque o contato domiciliar com tuberculose exige investigação ativa.
- D)solicitar radiografia de tórax e realizar prova tuberculínica.
Certa: a criança contactante deve fazer radiografia de tórax e prova tuberculínica para rastrear infecção latente ou doença ativa.
- E)solicitar BAAR e aguardar resultado para início de tratamento.
Errada: BAAR é exame para investigação de suspeita de tuberculose ativa e não é o primeiro passo em contactante assintomático.
Gabarito: D
Quando uma criança convive com caso de tuberculose, a primeira pergunta não é "tratar ou não tratar", e sim: ela tem doença ativa ou apenas contato recente? No contato domiciliar, mesmo assintomático, o passo inicial é investigar com radiografia de tórax e prova tuberculínica (PPD), porque a criança pode ter infecção latente ou doença em fase inicial sem sintomas importantes. Neste caso, o menino tem 7 anos, mora com um caso bacilífero da família e está sem sintomas. Isso exige avaliação clínica e exames de triagem, e não simples observação. A cicatriz de BCG não resolve o problema: ela ajuda na proteção contra formas graves na infância, mas não impede infecção nem substitui a investigação do contato. Pelo Ministério da Saúde, o manejo do contactante pediátrico inclui avaliar sintomas, fazer radiografia de tórax e testar a infecção com PPD. Se a radiografia vier normal e o PPD for reator, considera-se infecção tuberculosa latente e pode haver indicação de tratamento preventivo conforme o protocolo e a faixa etária. Se houver alteração radiológica ou sintomas, aí a investigação sobe de nível para doença ativa. Por isso o gabarito é a letra D. A banca quer que você lembre da sequência correta: contato domiciliar com TB -> radiografia de tórax + prova tuberculínica, antes de qualquer decisão terapêutica mais agressiva. Em concurso, o detalhe adora vestir capa de confusão, mas o roteiro do SUS costuma ser bem organizado.