Assinale a opção que apresenta achados relacionados à otosclerose.
- A)Timpanometria com curva Ar, efeito de Carhat, duplo contorno coclear e ausência de reflexo estapediano.
Correta: reúne achados típicos da otosclerose, como efeito de Carhart, ausência de reflexo estapediano e timpanometria de rigidez (curva Ar/As, conforme a nomenclatura usada na questão).
- B)Efeito de Carhat, duplo contorno coclear, hipoacusia geralmente bilateral e hipoacusia flutuante.
Errada: mistura achados de otosclerose com hipoacusia flutuante, que é mais sugestiva de doença de Ménière.
- C)Rinne positivo em todas as frequências, hipoacusia geralmente bilateral, hipoacusia flutuante e ausência de reflexo estapediano.
Errada: Rinne positivo em todas as frequências e hipoacusia flutuante não são o padrão da otosclerose, apesar da bilateralidade e da ausência de reflexo estapediano poderem ocorrer.
- D)Hipoacusia flutuante, ausência de reflexo estapediano, Rinne positivo em todas as frequências e timpanometria com curva Ar.
Errada: repete a ideia de hipoacusia flutuante e ainda coloca Rinne positivo, o que não combina com uma perda condutiva por fixação estapedial.
- E)Ausência de reflexo estapediano, timpanometria com curva Ar, efeito de Carhat e Rinne positivo em todas as frequências.
Errada: traz alguns achados compatíveis, mas o Rinne positivo em todas as frequências contradiz o quadro típico de otosclerose.
Gabarito: A
A otosclerose é uma causa clássica de perda auditiva condutiva, geralmente progressiva e bilateral, por fixação da platina do estribo na janela oval. O paciente costuma ter Rinne negativo na perda condutiva, ausência de reflexo estapediano e timpanometria frequentemente do tipo As, pela rigidez do sistema tímpano-ossicular. Um achado audiométrico bem lembrado é o efeito de Carhart, que é uma queda artificial da via óssea, sobretudo em 2 kHz, e não uma perda neurossensorial de verdade. Outro sinal que pode aparecer em exames de imagem é o chamado duplo contorno coclear, relacionado à desmineralização da cápsula ótica. Assim, a alternativa A está correta porque reúne os achados mais cobrados da otosclerose: efeito de Carhart, ausência de reflexo estapediano e alteração timpanométrica compatível com rigidez do ouvido médio. Vale lembrar que hipoacusia flutuante é mais cara de doença de Ménière, então essa pista não combina com otosclerose.