No tratamento da disfunção erétil, a droga que deverá ser usada com mais cuidado ou ser evitada em indivíduos em uso de antiarrítmicos, é a
- A)lodenafila.
Lodenafila é um inibidor da PDE5, mas não é a associação clássica de maior alerta com antiarrítmicos por prolongamento de QT.
- B)sildenafila.
Sildenafila é amplamente usada na disfunção erétil, porém não é a principal droga lembrada como problema específico com antiarrítmicos.
- C)vardenafila.
Vardenafila exige mais cuidado porque pode prolongar o QT, o que aumenta o risco de interação com antiarrítmicos e arritmias.
- D)tadalafila.
Tadalafila é outra PDE5 bem comum, mas não é a mais associada a cautela especial com antiarrítmicos por QT.
- E)testosterona tópica.
Testosterona tópica não é a droga padrão para esse tipo de interação, pois atua como reposição hormonal e não como inibidor de PDE5.
Gabarito: C
Na disfunção erétil, os inibidores da PDE5 são os nomes mais lembrados: sildenafila, tadalafila, vardenafila e lodenafila. Em geral, eles melhoram a resposta erétil ao favorecer o fluxo sanguíneo peniano, mas cada um tem suas pequenas manhas farmacológicas. A questão quer saber qual exige mais cuidado em quem usa antiarrítmicos, e a resposta é a vardenafila, porque ela pode prolongar o intervalo QT em alguns pacientes, aumentando o risco de arritmias, especialmente quando combinada com antiarrítmicos que também mexem na repolarização cardíaca. Esse é o tipo de detalhe que banca adora: não é que o remédio seja proibido para todo mundo, mas sim que o uso fica mais delicado em pacientes com risco elétrico cardíaco. Antiarrítmicos como os que prolongam QT já pedem atenção por si só, e somar outro fármaco com esse potencial pode virar um convite para problema no ritmo cardíaco. Sildenafila e tadalafila são bastante usadas e, em regra, não são a associação clássica de maior preocupação com antiarrítmicos por QT. Já a vardenafila chama mais atenção justamente por esse efeito, motivo pelo qual deve ser evitada ou usada com muito cuidado nesses casos. A lodenafila também é um inibidor da PDE5, mas não é a opção tradicionalmente cobrada nessa interação. Resumo de prova: se o enunciado falar em disfunção erétil + antiarrítmicos + risco de QT, pense na vardenafila. É aquele detalhe farmacológico que a banca usa para separar quem decorou a lista de quem realmente conectou os mecanismos.