O dispositivo inalatório de primeira escolha a ser usado em crianças menores que 5 anos de idade, é:
- A)o aerossol dosimetrado sem espaçador.
Errada, porque o aerossol dosimetrado sem espaçador exige coordenação motora e inspiratória que a criança menor de 5 anos geralmente não tem.
- B)o aerossol dosimetrado com espaçador.
Certa, porque o aerossol dosimetrado com espaçador facilita a inalação e aumenta a entrega do medicamento em crianças pequenas.
- C)o dispositivo de pó seco: turbuhaler.
Errada, porque o turbuhaler depende de fluxo inspiratório adequado e técnica mais complexa, pouco viável para menores de 5 anos.
- D)o nebulizador com máscara.
Errada, porque o nebulizador com máscara pode ser usado em situações específicas, mas não é a primeira escolha quando se considera o aerosol dosimetrado com espaçador.
- E)o aerossol de pó seco: aerolizer.
Errada, porque o aerossol de pó seco, como o aerolizer, também exige inspiração mais vigorosa e boa coordenação, o que não é ideal nessa faixa etária.
Gabarito: B
Em crianças menores de 5 anos, a escolha do dispositivo inalatório precisa respeitar a cooperação da criança e a capacidade de sincronizar a inspiração com o jato do medicamento. Nessa faixa etária, o problema não é só o remédio, é fazer o remédio chegar onde precisa sem virar uma luta de wrestling com a máscara. Por isso, o aerossol dosimetrado com espaçador é o dispositivo de primeira escolha. Ele melhora a deposição pulmonar, reduz o impacto do erro de coordenação e costuma ser usado com máscara facial nas crianças menores, quando ainda não conseguem vedar bem a boca no bocal. Os dispositivos de pó seco, como turbuhaler e aerolizer, dependem de fluxo inspiratório mais forte e de boa técnica, o que geralmente não é a realidade de uma criança pequena. Já o aerossol dosimetrado sem espaçador exige coordenação entre apertar e inspirar, uma exigência que a criança pequena normalmente não consegue cumprir bem. Em provas, a lógica é esta: quanto menor a criança, mais simples e adaptado deve ser o dispositivo. A alternativa B é a correta porque reúne eficácia e praticidade na pediatria precoce, sendo o padrão ensinado em diretrizes de asma e terapia inalatória infantil.