No contexto da estimulação cerebral profunda para o tratamento da Doença de Parkinson, o núcleo alvo que promove uma maior diminuição na dosagem de Levodopa, utilizada pelos pacientes no pós-operatório, é
- A)putâmen.
Errada, porque o putâmen não é o alvo clássico da DBS para conseguir a maior redução de levodopa no Parkinson.
- B)núcleo subtalâmico.
Certa, porque a estimulação do núcleo subtalâmico é a que mais frequentemente permite reduzir a dose de levodopa no pós-operatório.
- C)globo pálido interno.
Errada, porque o globo pálido interno é um alvo válido, mas costuma ser menos associado a grande redução de levodopa do que o núcleo subtalâmico.
- D)substância negra.
Errada, porque a substância negra não é o principal alvo de DBS para esse objetivo terapêutico no Parkinson.
- E)núcleo ventral intermédio.
Errada, porque o núcleo ventral intermédio do tálamo é mais lembrado no tratamento de tremor, não como o melhor alvo para reduzir levodopa na Doença de Parkinson.
Gabarito: B
Na estimulação cerebral profunda (DBS) para Doença de Parkinson, o objetivo é modular circuitos dos gânglios da base para melhorar bradicinesia, rigidez e flutuações motoras. Entre os alvos clássicos, o núcleo subtalâmico é o que costuma permitir maior redução da dose de levodopa no pós-operatório, porque sua modulação diminui a hiperatividade do circuito indireto e melhora o controle motor de forma mais ampla. É o tipo de resposta que faz o neurologista respirar aliviado e o paciente precisar de menos remédio para se manter bem. Isso acontece porque o núcleo subtalâmico tem papel central na fisiopatologia do Parkinson: quando ele é hiperativo, aumenta a inibição talâmica e piora a movimentação. Ao estimular essa região, a DBS reduz esse desequilíbrio funcional e frequentemente permite corte mais expressivo da levodopa, além de ajudar no controle de discinesias induzidas pela medicação. Já outros alvos, como o globo pálido interno, também são usados na DBS e podem melhorar sintomas motores, mas em geral a redução de levodopa não é tão marcada quanto com o núcleo subtalâmico. Por isso, em prova, quando a pergunta fala em maior diminuição da dosagem de levodopa no pós-operatório, a resposta costuma apontar para o núcleo subtalâmico. Em resumo: na DBS para Parkinson, se a banca perguntar qual alvo mais reduz a necessidade de levodopa depois da cirurgia, pense primeiro no núcleo subtalâmico. É a resposta clássica e a mais cobrada em neurologia de concurso.