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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

No contexto da estimulação cerebral profunda para o tratamento da Doença de Parkinson, o núcleo alvo que promove uma maior diminuição na dosagem de Levodopa, utilizada pelos pacientes no pós-operatório, é

Gabarito: B

Na estimulação cerebral profunda (DBS) para Doença de Parkinson, o objetivo é modular circuitos dos gânglios da base para melhorar bradicinesia, rigidez e flutuações motoras. Entre os alvos clássicos, o núcleo subtalâmico é o que costuma permitir maior redução da dose de levodopa no pós-operatório, porque sua modulação diminui a hiperatividade do circuito indireto e melhora o controle motor de forma mais ampla. É o tipo de resposta que faz o neurologista respirar aliviado e o paciente precisar de menos remédio para se manter bem. Isso acontece porque o núcleo subtalâmico tem papel central na fisiopatologia do Parkinson: quando ele é hiperativo, aumenta a inibição talâmica e piora a movimentação. Ao estimular essa região, a DBS reduz esse desequilíbrio funcional e frequentemente permite corte mais expressivo da levodopa, além de ajudar no controle de discinesias induzidas pela medicação. Já outros alvos, como o globo pálido interno, também são usados na DBS e podem melhorar sintomas motores, mas em geral a redução de levodopa não é tão marcada quanto com o núcleo subtalâmico. Por isso, em prova, quando a pergunta fala em maior diminuição da dosagem de levodopa no pós-operatório, a resposta costuma apontar para o núcleo subtalâmico. Em resumo: na DBS para Parkinson, se a banca perguntar qual alvo mais reduz a necessidade de levodopa depois da cirurgia, pense primeiro no núcleo subtalâmico. É a resposta clássica e a mais cobrada em neurologia de concurso.

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