A respeito da surdez súbita, é correto afirmar que
- A)apresenta-se como hipoacusia neurossensorial, mista ou condutiva, com perda pelo menos de 30dB.
Errada, porque surdez súbita é definida como perda neurossensorial, e não como hipoacusia mista ou condutiva.
- B)o limiar auditivo por via óssea está normal e o por via aérea abaixo dos limites da normalidade.
Errada, pois na surdez súbita o limiar por via óssea também está alterado, já que o problema não é de condução.
- C)é geralmente bilateral, do tipo mista, com recrutamento.
Errada, porque o quadro geralmente é unilateral e neurossensorial, não bilateral nem do tipo mista.
- D)é do tipo neurossensorial, em 3 frequências consecutivas, de instalação em até 72 horas.
Certa, pois a definição clássica é perda neurossensorial em pelo menos 3 frequências consecutivas, com instalação em até 72 horas.
- E)são sinais de bom prognóstico: perdas especialmente em agudos ou plana, em crianças ou idosos.
Errada, porque os piores prognósticos costumam estar ligados a perdas profundas, vertigem associada e maior idade, não a esse padrão descrito.
Gabarito: D
Surdez súbita é uma emergência otorrinolaringológica clássica: a pessoa acorda ouvindo mal, ou percebe uma queda auditiva de instalação rápida, geralmente em um ouvido. O ponto central da definição é a perda auditiva neurossensorial, isto é, por lesão da cóclea ou do nervo auditivo, e não um problema de condução do som pelo ouvido externo ou médio. Na prática, a definição mais usada exige perda de pelo menos 30 dB em 3 frequências consecutivas, instalada em até 72 horas. Isso é exatamente o que a alternativa D descreve. Por isso, o gabarito está correto: a surdez súbita não é “qualquer” perda auditiva rápida, nem costuma ser mista ou condutiva. O detalhe das 3 frequências consecutivas e da janela de até 72 horas é o tipo de coisa que banca adora cobrar, porque parece pequeno, mas muda tudo. E, como toda boa emergência, quanto mais cedo você reconhece, melhor o prognóstico e maior a chance de recuperação.