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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Pacientes com lesões agudas do ligamento cruzado posterior podem evoluir com instabilidades crônicas e osteoartrites, principalmente em pacientes jovens. Sobre a avaliação dessas lesões e os tratamentos, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: A

As lesões do ligamento cruzado posterior (LCP) parecem mais “silenciosas” no começo do que as do LCA, mas podem virar um problema chato no longo prazo: instabilidade crônica e desgaste articular. Por isso, a avaliação clínica é importante e não deve se limitar a olhar só um teste isolado. Você precisa pensar no joelho como um conjunto: LCP, cantos póstero-laterais, ligamento colateral medial e outras estruturas que podem mudar bastante o exame físico. Na prática, o LCP é o principal freio da translação posterior da tíbia. Já os ligamentos meniscofemorais, que são coadjuvantes dessa região, ajudam a confundir quem decora sem visualizar a anatomia. O ligamento de Humphry é o meniscofemoral anterior e passa anteriormente ao LCP; o de Wrisberg é o posterior e passa posteriormente ao LCP. Isso é anatomia clássica, muito cobrada em prova porque parece detalhe, mas cai com gosto. A questão também mistura conceitos de lesão isolada e lesão associada. Aumento importante de translação posterior em diferentes graus de flexão pode sugerir lesões combinadas, especialmente com estruturas póstero-laterais, e não um raciocínio simples como o da alternativa. Além disso, reconstrução do LCP em lesões crônicas costuma ter desfechos menos previsíveis do que nos casos agudos, justamente porque o joelho já “aprendeu” a instabilidade. Resumo de prova: o LCP segura a tíbia para trás; o Humphry passa na frente dele; o Wrisberg, atrás. Se você lembrar disso, já elimina a principal armadilha da questão sem suar a camiseta.

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