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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Na avaliação da insuficiência venosa crônica, a classificação CEAP é de extrema utilidade para o acompanhamento evolutivo do paciente. Em relação à classificação clínica, um paciente com alterações tróficas (lipodermatosclerose, atrofia branca) deverá ser classificado como

Gabarito: B

A classificação CEAP é o “mapa” da insuficiência venosa crônica. Na parte clínica, ela vai do C0 ao C6, mostrando a progressão das alterações: de ausência de sinais até úlcera ativa. O truque aqui é lembrar que cada letra e número descrevem um achado específico, então não basta saber que há “alteração trófica”, é preciso identificar qual delas. No grupo C4, entram justamente as alterações tróficas da pele. O subtipo C4a corresponde a pigmentação e eczema, enquanto o C4b é reservado para alterações mais marcantes, como lipodermatosclerose e atrofia branca. Por isso, quando o enunciado cita lipodermatosclerose e atrofia branca, ele está apontando para C4b. Esse é um detalhe muito cobrado porque a banca gosta de trocar os subtipos C4a e C4b para ver se você caiu no atalho. Em outras palavras: pele escurecida e eczema lembram C4a; pele endurecida, fibrose e atrofia branca pedem C4b. A lógica é de gravidade e de tipo de lesão. Então o gabarito B está correto porque a presença de lipodermatosclerose e atrofia branca define classificação clínica C4b na CEAP.

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