Na avaliação da insuficiência venosa crônica, a classificação CEAP é de extrema utilidade para o acompanhamento evolutivo do paciente. Em relação à classificação clínica, um paciente com alterações tróficas (lipodermatosclerose, atrofia branca) deverá ser classificado como
- A)C4a.
Errada, porque C4a corresponde a alterações como pigmentação e eczema, não a lipodermatosclerose ou atrofia branca.
- B)C4b.
Certa, pois lipodermatosclerose e atrofia branca são exatamente os achados que definem C4b na classificação clínica CEAP.
- C)CC3a.
Errada, porque C3 se refere a edema, e o item ainda traz um subtipo que não existe na CEAP para essa classificação.
- D)C3b.
Errada, porque C3 representa edema e não alterações tróficas da pele.
- E)C5.
Errada, porque C5 é para úlcera venosa cicatrizada, o que não foi descrito no enunciado.
Gabarito: B
A classificação CEAP é o “mapa” da insuficiência venosa crônica. Na parte clínica, ela vai do C0 ao C6, mostrando a progressão das alterações: de ausência de sinais até úlcera ativa. O truque aqui é lembrar que cada letra e número descrevem um achado específico, então não basta saber que há “alteração trófica”, é preciso identificar qual delas. No grupo C4, entram justamente as alterações tróficas da pele. O subtipo C4a corresponde a pigmentação e eczema, enquanto o C4b é reservado para alterações mais marcantes, como lipodermatosclerose e atrofia branca. Por isso, quando o enunciado cita lipodermatosclerose e atrofia branca, ele está apontando para C4b. Esse é um detalhe muito cobrado porque a banca gosta de trocar os subtipos C4a e C4b para ver se você caiu no atalho. Em outras palavras: pele escurecida e eczema lembram C4a; pele endurecida, fibrose e atrofia branca pedem C4b. A lógica é de gravidade e de tipo de lesão. Então o gabarito B está correto porque a presença de lipodermatosclerose e atrofia branca define classificação clínica C4b na CEAP.