Após a correção da Criptorquidia, o paciente deve dar seguimento às consultas para a realização de exame físico com a seguinte periodicidade:
- A)bimensalmente.
Bimensalmente é frequente demais para o seguimento habitual após a correção, reservando-se retornos mais próximos para situações de intercorrência ou pós-operatório imediato.
- B)mensalmente.
Mensalmente também é um intervalo excessivo para acompanhamento rotineiro depois que o quadro já foi corrigido e está estável.
- C)quinzenalmente.
Quinzenalmente é típico de controle muito precoce ou de complicação, não de vigilância de longo prazo após a cirurgia.
- D)anualmente.
Correta, porque o seguimento pós-correção da criptorquidia é feito com exame físico anual para vigilância de posição testicular e possíveis repercussões tardias.
- E)bimestralmente.
Bimestralmente ainda é mais curto do que o necessário para o seguimento de rotina após a correção, ficando aquém do padrão cobrado.
Gabarito: D
A criptorquidia é a falha de descida do testículo para a bolsa escrotal, e o tratamento costuma ser cirúrgico, preferencialmente com orquidopexia em idade precoce. Depois da correção, o acompanhamento não acaba no centro cirúrgico: o paciente precisa de seguimento para avaliar posição testicular, crescimento, volume e possíveis repercussões futuras na fertilidade e no risco de neoplasia. Aqui a lógica é simples: não basta "arrumar e esquecer". O ponto cobrado pela questão é a periodicidade do exame físico no seguimento pós-correção. O acompanhamento deve ser anual, porque as complicações e a necessidade de vigilância são de longo prazo, e não costumam exigir consultas tão frequentes na rotina se o pós-operatório estiver estável. Em prova, quando a banca fala em seguimento após correção de criptorquidia, pense em vigilância longitudinal, não em retorno apertado de curto intervalo. Esse raciocínio está alinhado com a prática recomendada em urologia pediátrica e pediatria: após a orquidopexia, faz-se controle periódico com exame físico, observando se o testículo permanece bem posicionado e se há assimetria ou atrofia. Entre as alternativas, a ideia de consulta anual é a que melhor traduz esse acompanhamento de manutenção. Portanto, o gabarito D está correto porque, após a correção da criptorquidia, o seguimento com exame físico deve ser anual.