No tratamento da síndrome do desfiladeiro torácico de etiologia venosa, em presença de trombose de veia subclávia, não está indicado(a)
- A)trombólise na fase aguda.
Certa: trombólise na fase aguda pode ser indicada em casos selecionados para reperfusão venosa precoce.
- B)a descompressão cirúrgica após resolução completa do quadro agudo.
Certa: a descompressão cirúrgica após o quadro agudo é parte do tratamento definitivo para corrigir a causa mecânica.
- C)o uso de stent como forma de prevenção de novos episódios tromboembólicos.
Errada: stent não é medida de rotina nessa síndrome, pois pode sofrer compressão/fratura e trombose recorrente.
- D)o uso de anticoagulação por períodos prolongados, e seguimento com estudo de imagem.
Certa: anticoagulação por período prolongado e seguimento com imagem são condutas usuais no manejo e controle evolutivo.
- E)evitar atividade física intensa e repetitiva, envolvendo principalmente membros superiores.
Certa: evitar atividade física intensa e repetitiva com membros superiores ajuda a reduzir compressão e recorrência de sintomas.
Gabarito: C
A síndrome do desfiladeiro torácico venoso acontece quando há compressão da veia subclávia na passagem entre clavícula e primeira costela, e isso pode culminar em trombose. No quadro agudo, o objetivo é desobstruir o vaso e evitar que a veia fique permanentemente lesada. Por isso, trombólise precoce, anticoagulação e, depois, descompressão cirúrgica costumam entrar no plano terapêutico quando o caso é selecionado. O ponto importante é que não basta “abrir a veia” com qualquer solução de endovascular. Nessa doença, o problema principal é anatômico e mecânico, então o tratamento definitivo costuma ser a remoção da causa da compressão, geralmente com descompressão cirúrgica após estabilização do quadro agudo. Depois disso, mantém-se acompanhamento e anticoagulação pelo tempo indicado, com controle por imagem. O item que não se indica é o uso de stent como prevenção de novos eventos tromboembólicos. Na síndrome do desfiladeiro torácico venoso, o stent sofre risco de compressão e fratura pela própria anatomia local, além de trombose recorrente, então ele não é a estratégia preferida de rotina. A literatura vascular e as condutas especializadas favorecem trombólise seletiva, anticoagulação e correção cirúrgica da compressão, e não uma prótese “para segurar a bronca” nesse ponto apertado. Evitar esforço repetitivo com membros superiores também faz sentido, porque esses movimentos podem piorar a compressão venosa e desencadear sintomas. Em resumo: trata-se a trombose, corrige-se a compressão e não se aposta em stent como solução padrão.