Um paciente, durante a investigação de uma hemorragia intracerebral, é diagnosticado com uma malformação arteriovenosa cerebral com as seguintes características: localização em área motora esquerda, diâmetro de 5cm e drenagem venosa profunda. Na classificação de Spetzler-Martin, esta malformação arteriovenosa cerebral é definida como
- A)Grau I.
Errada, porque a lesão tem 4 pontos na soma dos critérios, não 1 ponto.
- B)Grau II.
Errada, porque o tamanho, a área eloquente e a drenagem profunda elevam a pontuação acima de grau II.
- C)Grau III.
Errada, porque o total não fecha 3 pontos; aqui a soma dos critérios chega a 4.
- D)Grau IV.
Certa, porque 5 cm, área motora eloquente e drenagem venosa profunda somam 4 pontos na classificação de Spetzler-Martin.
- E)Grau V.
Errada, porque grau V exigiria pontuação mais alta do que a obtida neste caso.
Gabarito: D
A classificação de Spetzler-Martin é usada para estimar a complexidade cirúrgica das malformações arteriovenosas cerebrais. Ela soma 3 itens: tamanho da lesão, se a área é eloquente e se há drenagem venosa profunda. É quase uma conta de padaria da neurocirurgia, mas com impacto real na conduta. No tamanho, 5 cm entra na faixa de 3 a 6 cm, então vale 2 pontos. A localização em área motora esquerda é considerada área eloquente, então soma mais 1 ponto. A drenagem venosa profunda também soma 1 ponto. Somando tudo: 2 + 1 + 1 = 4 pontos. Pela classificação de Spetzler-Martin, 4 pontos correspondem ao grau IV. Por isso o gabarito correto é D. Esse sistema é muito cobrado porque ajuda a estimar risco operatório e orientar a decisão terapêutica, embora não seja a única coisa que define tratamento. Em prova, o segredo é não esquecer que área eloquente e drenagem profunda pesam bastante na pontuação final.