Menina de 4 anos foi levada ao pediatra por sua mãe devido a um quadro de fadiga, palidez, falta de apetite e irritabilidade. Ao examiná-la, o médico constatou que suas unhas estavam quebradiças e que ela apresentava taquicardia. Os exames de sangue revelaram níveis baixos de hemoglobina e ferritina, confirmando o diagnóstico de anemia ferropriva. Nesse caso, o tratamento mais adequado para o caso de anemia ferropriva é
- A)prescrever suplementos de vitamina B12.
Errada, porque vitamina B12 trata anemia megaloblástica, não anemia ferropriva.
- B)aumentar o consumo de alimentos ricos em vitamina C.
Errada, porque vitamina C pode ajudar na absorção do ferro, mas não substitui a reposição do ferro já deficiente.
- C)solicitar eletroforese de hemoglobina.
Errada, porque eletroforese de hemoglobina investiga hemoglobinopatias, como talassemias e doença falciforme, e não corrige ferropriva.
- D)realizar de transfusão sanguínea.
Errada, porque transfusão sanguínea não é tratamento de rotina para anemia ferropriva e fica para casos graves ou instáveis.
- E)suplementar ferro e ajuste na dieta.
Certa, porque o tratamento da anemia ferropriva é a reposição de ferro, associada a orientação alimentar para corrigir a deficiência e prevenir recorrência.
Gabarito: E
A anemia ferropriva, em criança, costuma aparecer com sinais bem clássicos: palidez, cansaço, irritabilidade, apetite ruim, unhas frágeis e, em casos mais marcados, taquicardia. O ponto central do tratamento é corrigir a deficiência de ferro, porque é ele que falta para a produção adequada de hemoglobina. Em pediatria, não basta “melhorar a alimentação” de forma genérica: muitas vezes a criança já tem deficiência instalada e precisa de reposição medicamentosa. Por isso, a conduta mais adequada é suplementar ferro e orientar ajuste da dieta. A dieta ajuda, especialmente com alimentos ricos em ferro e com melhor absorção, mas o tratamento não substitui a reposição do mineral quando a anemia já está confirmada. Também é importante investigar hábitos alimentares e possíveis perdas ou causas associadas, para evitar recidiva. As outras opções fogem do alvo do problema. Vitamina B12 trata outro tipo de anemia, eletroforese de hemoglobina é útil quando se suspeita de hemoglobinopatias, e transfusão fica reservada para situações de gravidade, instabilidade hemodinâmica ou anemia muito intensa, não como rotina. Em resumo, aqui o raciocínio é simples: faltou ferro, então repõe ferro. Na prática pediátrica, a lógica diagnóstica e terapêutica é bem direta: anemia ferropriva confirmada pede reposição de ferro por via oral na maioria dos casos, com orientação alimentar associada e acompanhamento da resposta clínica e laboratorial. A banca costuma cobrar exatamente essa combinação entre diagnóstico laboratorial e conduta objetiva.