Considere o escore PESI, utilizado para determinar a gravidade de pacientes com tromboembolismo pulmonar. Assinale a opção que indica, à exceção da idade, os três fatores que estão associados à maior pontuação e, portanto, ao pior prognóstico.
- A)Hipotensão, status mental alterado e doença oncológica.
Correta: hipotensão, alteração do estado mental e câncer são variáveis do PESI associadas a maior pontuação e pior prognóstico.
- B)Hipotensão, hipoxemia e taquicardia.
Errada: hipoxemia e taquicardia entram no raciocínio do PESI, mas a alternativa falha porque a tríade proposta não corresponde aos três fatores pedidos.
- C)Hipotensão, hipoxemia e hipotermia.
Errada: hipotensão e hipoxemia ajudam no escore, mas hipotermia não é o fator clássico cobrado no PESI.
- D)Taquicardia, hipoxemia e insuficiência cardíaca.
Errada: taquicardia e insuficiência cardíaca têm relação com o escore, mas a combinação apresentada não traz os três fatores exigidos.
- E)Taquicardia, frequência respiratória e status mental alterado.
Errada: frequência respiratória e estado mental alterado aparecem no PESI, mas taquicardia sozinha não fecha a tríade correta da questão.
Gabarito: A
O escore PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) serve para estimar o risco em pacientes com tromboembolismo pulmonar e ajudar a decidir quem precisa de mais vigilância, internação ou até suporte mais agressivo. Ele soma características clínicas simples, como idade, câncer, insuficiência cardíaca, doença pulmonar crônica, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, temperatura, oxigenação e estado mental. Quanto maior a pontuação, pior o prognóstico. A lógica da prova é lembrar dos itens que pesam mais no PESI além da idade. Entre eles estão hipotensão, rebaixamento/alteração do estado mental e neoplasia ativa. Esses achados apontam para maior gravidade hemodinâmica e menor reserva fisiológica, então fazem o escore subir e acendem a luz amarela no atendimento. A alternativa A está correta porque reúne exatamente três fatores que aumentam a pontuação: hipotensão, status mental alterado e doença oncológica. Isso combina com o que o PESI valoriza como marcador de risco clínico mais alto. Como apoio doutrinário, vale lembrar que o PESI e sua versão simplificada, o sPESI, são ferramentas clássicas de estratificação de risco em TEP, usadas amplamente nas diretrizes para orientar conduta e prognóstico.