Um paciente foi atendido em uma Unidade de Emergencia de um Hospital Geral onde detectou-se a presença do sinal de Battle e do sinal do guaxinim. Nenhuma outra alteração ao exame físico/neurológico foi constatada. Considerando-se apenas a presença destes dois sinais, foi levantada a hipótese diagnóstica de traumatismo. Ainda, considerando-se apenas esses dois sinais, assinale, entre os listados a seguir, o sítio mais provável para o traumatismo apresentado por esse paciente.
- A)Cervical.
Errada, porque sinais de Battle e do guaxinim não apontam para lesão cervical, e sim para fratura de base do crânio.
- B)Cranioencefálico.
Certa, pois ambos são sinais clássicos de traumatismo cranioencefálico com fratura de base do crânio.
- C)Torácico alto.
Errada, pois trauma torácico alto não explica equimose retroauricular e periorbitária típica de fratura basal.
- D)Lombar.
Errada, porque o padrão descrito não sugere traumatismo lombar, que teria manifestações totalmente diferentes.
- E)Sacro.
Errada, já que lesão sacral não produz Battle nem o sinal do guaxinim.
Gabarito: B
O sinal de Battle e o sinal do guaxinim são achados clássicos de fratura de base do crânio, ou seja, de traumatismo cranioencefálico. O sinal de Battle é a equimose retroauricular, atrás da orelha, e o sinal do guaxinim são as equimoses periorbitárias, em volta dos olhos. Quando esses dois sinais aparecem após trauma, o raciocínio mais provável aponta para lesão na base do crânio, e não para coluna cervical, tórax ou pelve. Na prática, esses sinais sugerem extravasamento de sangue em planos profundos que acompanha fraturas basais, especialmente na região temporal e da fossa média/posterior. Por isso, mesmo que o exame neurológico esteja normal, a presença desses achados já liga o alerta para traumatismo cranioencefálico. É aquele tipo de pista que o corpo entrega antes do CT gritar a verdade. Em provas, vale lembrar: Battle e raccoon eyes são sinais de fratura de base de crânio, frequentemente associados a outras manifestações como otorreia/rinorreia de líquor e hemotímpano, embora elas não precisem estar presentes. Assim, o sítio mais provável do traumatismo é o cranioencefálico, que corresponde ao gabarito B.