Jovem, sem passado de litíase biliar ou abuso de álcool, com história familiar de pancreatite de repetição na família, vem apresentando quadros recorrentes de dor abdominal em andar superior, náuseas e vômitos. Exames laboratoriais nas crises revelando ascensão de amilase e lipase. Exames de imagem revelando edema pancreático difuso, sem litíase ou dilatação de vias biliares. O exame laboratorial que mais auxiliaria no diagnóstico é a dosagem de:
- A)IgG4;
Certa: a elevação de IgG4 é o principal marcador laboratorial da pancreatite autoimune tipo 1, doença relacionada à IgG4.
- B)FAN;
Errada: FAN pode aparecer em doenças autoimunes, mas não é o exame mais útil para sugerir pancreatite autoimune.
- C)C3 e CH50;
Errada: C3 e CH50 avaliam complemento e não são marcadores típicos desse diagnóstico.
- D)antimitocôndria;
Errada: antimitochôndria sugere colangite biliar primária, não pancreatite autoimune.
- E)antimúsculo liso.
Errada: antimúsculo liso é mais associado à hepatite autoimune tipo 1, não ao quadro descrito.
Gabarito: A
As outras opções apontam mais para hepatites autoimunes ou colangites autoimunes, como FAN e antimúsculo liso, ou para doenças imunológicas sistêmicas sem relação direta com esse quadro. Já antimitocôndria lembra colangite biliar primária, e C3/CH50 podem cair em consumo por complemento em algumas doenças, mas não são a pista clássica aqui. Em resumo: pancreatite recorrente sem álcool e sem litíase, com imagem difusa, pede pensar em IgG4 na frente da fila.