Sobre a PFAPA (febre periódica, estomatite, faringite e adenite cervical), analise as afirmativas a seguir. I. É considerada a causa mais comum de febre periódica na infância. II. A amigdalectomia mostra-se efetiva no controle dos sintomas. III. Nos casos refratários devem ser usados antibióticos que tenham ação contra bactérias betalactâmicas. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Errada, porque a PFAPA não é apenas a causa mais comum de febre periódica na infância, já que a afirmativa II também é verdadeira.
- B)III, apenas.
Errada, porque antibióticos betalactâmicos não tratam PFAPA, que é uma síndrome inflamatória e não uma infecção bacteriana.
- C)I e II, apenas.
Certa, porque a PFAPA é a causa mais comum de febre periódica na infância e a amigdalectomia pode controlar os sintomas.
- D)II e III, apenas.
Errada, porque a II é verdadeira e a III é falsa.
- E)I, II e III.
Errada, porque a III está incorreta; não se usa antibiótico betalactâmico como tratamento da PFAPA.
Gabarito: C
A PFAPA é uma síndrome inflamatória recorrente da infância, com crises de febre associadas a faringite, adenite cervical e estomatite aftosa. O quadro costuma começar antes dos 5 anos e, apesar do nome complicado, a lógica é simples: febre em episódios, criança bem entre as crises e sem sinal de infecção bacteriana típica. A afirmativa I está correta porque a PFAPA é considerada a causa mais comum de febre periódica na infância. Ela é uma das chamadas síndromes autoinflamatórias, e isso cai muito em prova porque a banca gosta de confundir com infecção de repetição. A afirmativa II também está correta. A amigdalectomia, com ou sem adenoidectomia, pode ser bastante efetiva no controle dos sintomas e na redução ou até suspensão das crises em pacientes selecionados. Não é obrigação para todo mundo, mas é uma opção consagrada quando o quadro é recorrente e impactante. Já a afirmativa III está errada. PFAPA não é tratada com antibióticos betalactâmicos, porque não se trata de uma infecção bacteriana. Nas crises, o mais clássico é o uso de corticoide para abortar os episódios; em alguns casos, consideram-se medidas como amigdalectomia ou profilaxia específica, mas antibiótico não é a solução.