O benzeno, de fórmula C6H6, é um hidrocarboneto aromático e um solvente orgânico com vasta aplicação na área da Química Orgânica. Sendo incolor, inodoro e altamente volátil, pode ser encontrado como contaminante em ambientes de coqueria de siderurgias, refinarias de petróleo, ou até mesmo em postos de gasolina, como contaminantes da gasolina. O benzeno é muito tóxico para o gênero humano, podendo causar leucopenia, aplasia de medula, leucemia e alterações neurocomportamentais. Para monitorar a exposição do trabalhador a essa substância podemos utilizar a dosagem de ácido
- A)fenilmercaptúrico.
Correta: o ácido fenilmercaptúrico é um metabólito urinário usado como marcador biológico de exposição ao benzeno.
- B)fenilglioxílico.
Errada: o ácido fenilglioxílico é mais associado ao metabolismo de outros solventes aromáticos, não ao benzeno.
- C)hipúrico.
Errada: o ácido hipúrico é marcador clássico da exposição ao tolueno, não do benzeno.
- D)metil-hipúrico.
Errada: o ácido metil-hipúrico se relaciona principalmente ao xileno.
- E)mandélico.
Errada: o ácido mandélico é usado como marcador de estireno e também pode aparecer em outras exposições, mas não é o principal para benzeno.
Gabarito: A
O benzeno é um solvente aromático bem conhecido na toxicologia ocupacional por sua capacidade de causar depressão da medula óssea e aumentar o risco de leucemias. Como ele é volátil e pode ser absorvido pela via respiratória, a vigilância da exposição no trabalho costuma ser feita por biomarcadores urinários de metabolização da substância. Aqui está o ponto-chave: o principal metabólito usado para monitorar a exposição ao benzeno é o ácido fenilmercaptúrico. Ele aparece na urina e serve como indicador biológico de exposição, especialmente em ambientes com risco ocupacional, como postos de gasolina e indústrias petroquímicas. As outras alternativas são clássicos de outros compostos, então a questão tenta misturar nomes parecidos para confundir. Por isso, o gabarito é a letra A: ácido fenilmercaptúrico. Em biossegurança e saúde do trabalhador, isso entra na lógica de monitoramento biológico da exposição, que complementa a avaliação ambiental. Ou seja, não basta medir o ar do ambiente; muitas vezes você acompanha o que o organismo do trabalhador excreta para entender a dose efetivamente absorvida.