Um paciente com diagnóstico de hemorragia subaracnóidea, deve
- A)ter a pressão arterial média mantida acima de 130 mmHg.
Errada, porque a estrategia nao e manter PAM acima de 130 mmHg de forma rotineira, ja que hipertensao excessiva pode aumentar o risco de ressangramento.
- B)ser mantido euvolêmico, afim de evitar isquemia.
Certa, porque o paciente deve ser mantido euvolemico para preservar perfusao cerebral e evitar isquemia, especialmente diante do risco de vasoespasmo.
- C)evitar a nimodipina pelo risco aumentado de vasoespasmo.
Errada, porque a nimodipina e indicada na hemorragia subaracnoidea para reduzir complicacoes isquemicas associadas ao vasoespasmo.
- D)postergar ao máximo o reparo do aneurisma, que deve ser eletivo.
Errada, porque o reparo do aneurisma deve ser feito o quanto antes, e nao postergado, para reduzir risco de ressangramento.
- E)usar, obrigatoriamente, anticonvulsivante, de preferência fenitoína.
Errada, porque anticonvulsivante nao e obrigatorio em todos os casos de hemorragia subaracnoidea, e fenitoina nao e uma exigencia padrao.
Gabarito: B
A hemorragia subaracnoidea aneurismatica e uma emergencia neurovascular em que o objetivo inicial nao e “baixar a pressao a qualquer custo”, mas evitar novo sangramento e, ao mesmo tempo, preservar a perfusao cerebral. Por isso, o manejo costuma buscar estabilidade hemodinamica, com especial cuidado para nao provocar hipovolemia, que pode piorar a isquemia cerebral e o vasoespasmo. Um detalhe classico de prova: após a ruptura aneurismatica, o doente pode piorar por vasoespasmo dias depois do sangramento, e manter bom volume circulante ajuda a reduzir esse risco hemodinamico. A nimodipina, ao contrario do que muita gente imagina na correria da prova, e usada na hemorragia subaracnoidea justamente para reduzir complicacoes isquemicas relacionadas ao vasoespasmo. O aneurisma tambem nao deve ser “deixado para depois”: o reparo costuma ser precoce, por clipagem ou embolizacao, para diminuir risco de ressangramento. E anticonvulsivante nao e obrigatorio em todo paciente; fica reservado para situacoes selecionadas, como crises epilepticas ou maior risco neurologico. Assim, a alternativa correta e a B porque o paciente deve ser mantido euvolemico, evitando queda de volume intravascular e, consequentemente, reduzindo a chance de isquemia cerebral secundaria. Em prova, pense assim: na HSA, o cerebro gosta de fluxo e odeia desidratação. O resto das alternativas tenta te empurrar para condutas que pioram desfechos ou invertem a logica do tratamento.