Uma menina de quatro anos, em acompanhamento com diagnóstico de displasia fibrosa poliostótica, é encaminhada ao ginecologista devido a sangramento vaginal. Ao exame clínico foram observadas manchas tipo “café com leite” na pele. Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável é
- A)tumor maligno de ovário.
Errada: tumor maligno de ovário não explica o conjunto displasia fibrosa poliostótica + manchas café com leite, que aponta para uma síndrome endocrinológica específica.
- B)Síndrome de McCune-Albright.
Certa: a Síndrome de McCune-Albright associa displasia fibrosa poliostótica, manchas café com leite e puberdade precoce periférica com sangramento vaginal.
- C)hiperplasia endometrial.
Errada: hiperplasia endometrial pode causar sangramento, mas não justifica as manchas café com leite nem a displasia fibrosa poliostótica.
- D)Síndrome de Turner.
Errada: a Síndrome de Turner cursa com disgenesia gonadal e atraso puberal, não com sangramento por puberdade precoce nem com a tríade descrita.
- E)hiperplasia adrenal congênita.
Errada: hiperplasia adrenal congênita pode causar puberdade precoce, mas não se relaciona com manchas café com leite e displasia fibrosa poliostótica.
Gabarito: B
Em uma menina pequena com sangramento vaginal, displasia fibrosa poliostótica e manchas tipo "café com leite", o diagnóstico que quase acende a luz amarela na prova é a Síndrome de McCune-Albright. Esse conjunto clássico de achados é bem conhecido: alteração óssea, manchas cutâneas e produção hormonal autonômica, especialmente puberdade precoce periférica em meninas, que pode causar sangramento vaginal mesmo antes da idade esperada. O ponto central é entender que, na síndrome de McCune-Albright, há ativação autônoma de tecidos endócrinos, muitas vezes com cistos ovarianos funcionantes, levando a estrogênio em excesso. Resultado prático: sangramento vaginal, desenvolvimento puberal precoce e um exame físico que pode chamar atenção para as manchas "café com leite" e a displasia óssea. É um quadro bem mais sistêmico do que uma causa isolada ginecológica. Já a displasia fibrosa poliostótica é praticamente a pista neon com pisca-pisca da síndrome. Quando ela aparece junto das manchas cutâneas, a associação fica muito forte. Em prova, isso costuma ser cobrado como tríade clássica: displasia fibrosa, manchas "café com leite" e distúrbio endócrino, sobretudo puberdade precoce. Então, o gabarito B está correto porque integra todos os achados do enunciado em uma única síndrome. Não é um problema de útero, nem de ovário maligno, nem de deficiência gonadal, mas sim uma endocrinopatia associada a alterações ósseas e pigmentares, típica de McCune-Albright.