Relacione as doenças relacionadas a seguir às suas características. 1. Hepatite auto-imune (HAI) 2. Colangite esclerosante primária (CEP) 3. Colangite biliar primária (CBP) 4. Síndromes híbridas ( ) Caracterizada por colestase, ductopenia, predomina no sexo feminino e exerce impacto negativo importante na qualidade de vida. ( ) São fatores de mau prognóstico: presença de cirrose no diagnóstico, idade jovem ao diagnóstico e múltiplos episódios de recaída. ( ) Predomina em homens jovens e está associada a doença inflamatória intestinal – RCUI. ( ) Coexistência de características clínicas, laboratoriais e/ou histológicas de mais de uma doença hepática autoimune num mesmo paciente. Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
- A)1 – 2 – 3 – 4.
Errada, porque troca a ordem das doenças e não respeita os perfis clínicos clássicos descritos no enunciado.
- B)3 – 1 – 2 – 4.
Certa, pois relaciona CBP, HAI, CEP e síndromes híbridas exatamente com suas características típicas.
- C)4 – 2 – 3 – 1.
Errada, porque atribui as características na sequência invertida, deslocando especialmente CBP e HAI.
- D)1 – 3 – 2 – 4.
Errada, porque começa com HAI e CBP trocadas, o que contraria os achados clássicos de cada uma.
- E)2 – 1 – 3 – 4.
Errada, porque confunde CEP com HAI logo no início e embaralha toda a associação posterior.
Gabarito: B
Aqui a chave é reconhecer o “perfil clássico” de cada doença. A colangite biliar primária (CBP) costuma aparecer em mulheres, com quadro colestático, ductopenia e impacto importante na qualidade de vida. É uma doença autoimune crônica das pequenas vias biliares, bem típica de prova. A hepatite autoimune (HAI) entra quando a banca fala em fatores de mau prognóstico, como cirrose ao diagnóstico, idade jovem e recaídas repetidas. Já a colangite esclerosante primária (CEP) gosta de aparecer em homens jovens e tem forte associação com doença inflamatória intestinal, especialmente retocolite ulcerativa. As síndromes híbridas são o “mix” das doenças autoimunes hepáticas: coexistência de características clínicas, laboratoriais e/ou histológicas de mais de uma delas no mesmo paciente. É o clássico cenário em que o fígado parece ter resolvido fazer trabalho em equipe. Por isso, a sequência correta é 3 - 1 - 2 - 4, que corresponde à alternativa B. A banca FGV costuma cobrar exatamente esses traços marcantes, então vale decorar os perfis-chave: mulher e colestase na CBP, homem jovem e RCU na CEP, e recaídas/prognóstico ruim na HAI.