O aumento do número de dispositivos implantáveis e a maior invasividade das terapias na medicina moderna estão entre as causas que têm levado ao aumento do número de casos de Endocardite Infecciosa. As opções a seguir representam indicações para abordagem cirúrgica de um paciente com endocardite infecciosa, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Sepsis persistente.
Correta como indicação cirúrgica, porque sepse persistente sugere infecção não controlada apesar do tratamento clínico.
- B)Endocardite por estreptococos.
Errada, porque endocardite por estreptococos, por si só, não é indicação cirúrgica; a necessidade de cirurgia depende de complicações, e não apenas do agente etiológico.
- C)Embolia arterial periférica de repetição.
Correta como indicação cirúrgica, pois embolias arteriais periféricas de repetição indicam risco emboligênico contínuo.
- D)Abcesso de anel valvar de etiologia fúngica.
Correta como indicação cirúrgica, já que abscesso de anel valvar, ainda mais em contexto fúngico, é sinal de infecção agressiva e de difícil controle.
- E)Insuficiência cardíaca refratária.
Correta como indicação cirúrgica, porque insuficiência cardíaca refratária é uma das principais situações em que a intervenção cirúrgica se impõe.
Gabarito: B
A endocardite infecciosa é uma daquelas doenças em que o antibiótico faz muita coisa, mas nem sempre faz tudo. Quando há complicações mecânicas, infecção fora de controle ou risco alto de embolia, a cirurgia entra como parte do tratamento. Em provas, a ideia central é simples: você pensa em operar quando o coração está sofrendo, a infecção não cede ou o material infectado virou uma fonte de desastre.