Paciente de 57 anos, sexo masculino, tabagista e hipertenso é atendido pelo angiologista, encaminhado pelo seu cardiologista. Ao abrir o prontuário do paciente, o médico observa que o paciente, em uma consulta anterior, havia sido diagnosticado com Insuficiência Venosa Crônica com classificação clínica CEAP C3. Ao examinar o paciente, o médico reclassifica o paciente para CEAP C6. Tendo em vista o relato, assinale a opção que expõe, respectivamente, o sinal clínico que o paciente apresentava anteriormente e o que apresenta na consulta atual.
- A)Varizes de grosso calibre e edema.
Errada: varizes de grosso calibre correspondem a C2, e edema é C3, então a alternativa mistura fases diferentes.
- B)Varizes reticulares e úlcera cicatrizada.
Errada: varizes reticulares são C1, e úlcera cicatrizada é C5, não corresponde ao quadro descrito.
- C)Edema e úlcera aberta.
Certa: C3 corresponde a edema e C6 corresponde a úlcera venosa aberta, exatamente como o enunciado pede.
- D)Hiperpigmentação e úlcera aberta.
Errada: hiperpigmentação é sinal de C4, enquanto úlcera aberta é C6, então a sequência não bate com o caso anterior.
- E)Edema e úlcera cicatrizada.
Errada: edema é C3, mas úlcera cicatrizada seria C5, não C6, então a alternativa erra o estágio atual.
Gabarito: C
A classificação CEAP é o jeito padronizado de descrever a insuficiência venosa crônica pela gravidade dos sinais clínicos. No componente C, o número sobe conforme aparecem alterações mais importantes: C0 sem sinais, C1 com telangiectasias ou veias reticulares, C2 com varizes, C3 com edema, C4 com alterações de pele, C5 com úlcera cicatrizada e C6 com úlcera venosa aberta. Em outras palavras, quanto maior o número, maior o estrago na circulação venosa. Na questão, o prontuário antigo mostrava CEAP C3, então o paciente apresentava edema. Isso é clássico e costuma cair muito em prova porque C3 é justamente o estágio do inchaço. Já na consulta atual, o médico reclassificou para CEAP C6, o que significa presença de úlcera venosa ativa, ou seja, ferida aberta. Por isso, o gabarito é a alternativa C: anteriormente o paciente tinha edema e, agora, apresenta úlcera aberta. É uma troca simples, mas a banca gosta de confundir úlcera aberta com cicatrizada, e edema com alterações de pele. Se você fixar a escadinha do CEAP, a questão fica praticamente automática. Resumo para guardar: C3 = edema; C5 = úlcera cicatrizada; C6 = úlcera aberta. Esse é o núcleo doutrinário da classificação CEAP, usada de forma padronizada na prática clínica e em concursos.