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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente 40 anos, sexo feminino, previamente hígida, admitida com dor abdominal em fossa ilíaca direita com descompressão dolorosa difusa. Realizou TC de abdome que evidenciou apendicite com pneumoperitôneo e abscesso de 2 cm. Está estável hemodinamicamente. A melhor opção de tratamento para o caso é

Gabarito: A

Apendicite complicada não é caso para “deixar para depois” quando há pneumoperitôneo, porque isso sugere perfuração e risco de peritonite. Em paciente estável, a conduta depende do quadro: abscesso pequeno pode até ser tratado de forma conservadora em alguns cenários, mas a presença de ar livre na cavidade aponta para lesão perfurada e necessidade de abordagem cirúrgica. Em outras palavras: o abdome está dizendo que o apêndice já saiu do script e precisou de intervenção mais firme. Nesta questão, a TC mostrou apendicite com pneumoperitôneo e abscesso de 2 cm. Como a paciente está hemodinamicamente estável, ainda cabe intervenção cirúrgica com cobertura antibiótica intravenosa, sem necessidade de esperar “resolver sozinho” ou programar cirurgia tardia. A ideia é controlar a fonte da infecção e tratar a contaminação peritoneal. Por isso o gabarito é a letra A: antibioticoterapia IV e apendicectomia imediata. Em apendicite perfurada/complicada, a cirurgia precoce é o tratamento que remove o foco infeccioso. O antibiótico entra como coadjuvante obrigatório, mas não substitui a retirada da fonte quando há pneumoperitôneo. Resumo de prova: abscesso pequeno isolado pode sugerir manejo conservador em alguns casos, mas pneumoperitôneo muda o jogo e favorece abordagem cirúrgica imediata. A banca gosta justamente dessa virada de chave: abscesso não significa automaticamente drenagem percutânea ou espera.

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