A dermatite flagelada, além de associar-se ao uso da bleomicina e à ingesta de shitake, pode ser observada, ocasionalmente, na(o)
- A)Dermatomiosite.
Certa, porque a dermatomiosite pode apresentar, ocasionalmente, dermatite flagelada como manifestação cutânea incomum.
- B)Doença por IgG4.
Errada, pois doença por IgG4 não é associação clássica de dermatite flagelada.
- C)Doença mista do colágeno.
Errada, porque doença mista do colágeno não é a associação cobrada para esse padrão de lesão.
- D)Esclerodermia.
Errada, já que esclerodermia não costuma cursar com dermatite flagelada como achado típico.
- E)Lúpus eritematoso sistêmico.
Errada, porque lúpus eritematoso sistêmico pode ter várias lesões cutâneas, mas dermatite flagelada não é a associação clássica aqui.
Gabarito: A
A dermatite flagelada é aquele achado de pele em “traços de chicote”, com lesões lineares e bem chamativas. Ela aparece de forma clássica após o uso de bleomicina e também após a ingestão de shitake, mas pode surgir em outras situações menos lembradas em prova. O segredo aqui é reconhecer que o desenho da lesão importa mais do que a causa exata: o aspecto flagelado é o fio da meada. Na dermatomiosite, esse padrão pode ocorrer ocasionalmente. Isso acontece porque a doença pode ter manifestações cutâneas variadas e, em alguns pacientes, a pele responde com lesões lineares ou tipo flagelado. Então, quando a banca joga uma dermatose rara ao lado de uma doença reumatológica com muita pele envolvida, vale pensar em dermatomiosite. As outras alternativas até parecem sofisticadas, mas não são as associações clássicas desse quadro. Em prova, a FGV costuma cobrar essas relações “de memória”, misturando doença sistêmica com manifestação dermatológica incomum para testar se você sabe o padrão típico. Resumo prático: dermatite flagelada lembra bleomicina, shitake e, ocasionalmente, dermatomiosite. Se você bateu o olho e pensou em uma colagenose com rash, o raciocínio foi na direção certa.