Sobre o Aneurisma de Aorta Abdominal, é correto afirmar que
- A)doenças do colágeno e diabetes são fatores de risco para desenvolvimento de aneurisma de aorta.
Errada, porque diabetes não é fator clássico de risco para aneurisma de aorta abdominal e, em geral, tem efeito até protetor; já doenças do colágeno se associam mais a aneurismas da aorta torácica.
- B)aneurismas são definidos pelo aumento do diâmetro a partir de 30% do diâmetro normal do vaso.
Errada, porque aneurisma é definido como dilatação da artéria em cerca de 50% acima do diâmetro normal, e não apenas 30%.
- C)a angiorressonância magnética não permite a visualização ideal de placas calcificadas na aorta, o que prejudica a programação pré-operatória, por exemplo.
Certa, porque a angiorressonância não é o melhor método para visualizar calcificações da parede aórtica, o que pode atrapalhar o planejamento pré-operatório.
- D)todos os aneurismas saculares deverão ser tratados conservadoramente.
Errada, porque aneurismas saculares costumam exigir maior atenção e muitas vezes tratamento, não conduta conservadora automática.
- E)a aortografia é o exame padrão-ouro para a definição do diâmetro do aneurisma.
Errada, porque a aortografia não é mais o padrão-ouro para medir aneurisma de aorta abdominal; a angiotomografia é o exame mais usado para avaliação anatômica e planejamento.
Gabarito: C
O aneurisma de aorta abdominal é uma dilatação focal e permanente da aorta, muito associado a idade avançada, sexo masculino, tabagismo, hipertensão e aterosclerose. Na prática, a preocupação maior não é o nome bonito da lesão, mas o risco de crescimento e ruptura, que aumenta conforme o diâmetro do aneurisma cresce. Por isso, o exame de imagem precisa ajudar não só a confirmar o diagnóstico, mas também a planejar conduta e eventual cirurgia. Aqui entra a pegadinha da questão: a angiorressonância magnética (ARM) é ótima para avaliar o lúmen vascular e o fluxo, mas não é o melhor exame para enxergar calcificações parietais. As placas calcificadas aparecem muito melhor na angiotomografia, que é a campeã para medir anatomia, extensão do aneurisma e relação com ramos arteriais. Então, se você precisa de um mapa pré-operatório mais completo, a ARM pode deixar passar justamente um detalhe que faz diferença no planejamento. A alternativa C está correta porque afirma exatamente isso: a angiorressonância não mostra de forma ideal as placas calcificadas na aorta, o que pode atrapalhar a programação pré-operatória. Em linguagem de prova, a ideia central é simples: ressonância vê bem o vaso, mas a tomografia costuma ser superior quando a calcificação entra em cena. Vale lembrar também que aneurisma não é definido por aumento de apenas 30% do diâmetro normal, mas geralmente por aumento de pelo menos 50%. E aneurismas saculares não são para “deixar quietos por padrão”, porque costumam preocupar mais pela morfologia e risco. Aortografia, por sua vez, ficou para trás como exame de referência, já que hoje a angiotomografia é muito mais útil para medir e planejar.