Assinale a opção que indica os tumores de origem mesenquimal, cuja maioria é positiva para CD117 na imuno-histoquímica, um receptor tirosina quinase tipo III.
- A)Tumores estromais gastrointestinais.
Correta: os tumores estromais gastrointestinais (GIST) são mesenquimais e a maioria expressa CD117/c-KIT na imuno-histoquímica.
- B)Tumores neuroendócrinos.
Errada: tumores neuroendócrinos não são os tumores mesenquimais clássicos ligados ao CD117.
- C)Linfomas não-Hodgkin.
Errada: linfomas não-Hodgkin são neoplasias linfoides, não mesenquimais, e não têm CD117 como marcador típico.
- D)Melanomas.
Errada: melanomas são tumores melanocíticos e podem ter outros marcadores, mas não são a associação clássica com CD117 nessa questão.
- E)Tumores de Abrikossoff (células granulares).
Errada: tumores de Abrikossoff (células granulares) têm origem em células granulares/Schwann-like, sem a associação típica com CD117 cobrada aqui.
Gabarito: A
Os tumores de origem mesenquimal mais clássicos na Oncologia são os tumores estromais gastrointestinais, os chamados GISTs. Eles surgem a partir de células do estroma do tubo digestivo e, na imuno-histoquímica, a maioria expressa CD117, que corresponde ao receptor tirosina quinase c-KIT. Esse marcador é tão importante que praticamente virou a "assinatura" do tema em prova de concurso. O raciocínio aqui é simples: quando a banca fala em tumor mesenquimal + CD117 positivo + receptor tirosina quinase tipo III, ela está apontando para GIST. Na prática, isso também ajuda no diagnóstico diferencial com outras neoplasias de partes moles, porque CD117 não é um marcador universal de câncer, e sim um achado bem característico nesse contexto. Vale lembrar que o CD117 tem relevância terapêutica também: a presença de ativação de KIT/PDGFRA ajuda a orientar tratamento com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, em muitos casos de GIST. Ou seja, não é só nome bonito de imunohistoquímica - tem impacto real na conduta. Portanto, o gabarito A está correto porque descreve exatamente os tumores estromais gastrointestinais, que são mesenquimais e frequentemente CD117 positivos. As demais alternativas representam outros grupos tumorais, mas não têm essa associação clássica com c-KIT.