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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 30 anos, sexo masculino, com cefaleia temporal direita de forte intensidade com duração de 1 hora, associado à ptose e lacrimejamento. Já apresentou 4 episódios semelhantes nos últimos 2 dias. Paciente extremamente agitado, andando ininterruptamente pelo consultório, exame físico nada digno de nota. O tratamento inicial deve ser realizado com

Gabarito: B

Esse quadro é bem típico de cefaleia em salvas: dor unilateral, muito intensa, em região orbital/temporal, com sintomas autonômicos do mesmo lado, como ptose e lacrimejamento. Outro detalhe importante é a agitação: diferente da enxaqueca, em que muita gente prefere ficar quieta no escuro, aqui o paciente fica inquieto, andando de um lado para o outro, como se não conseguisse achar posição. Em prova, isso costuma ser a pista de ouro. No ataque agudo, o tratamento inicial clássico é o oxigênio em alto fluxo, porque ele pode abortar a crise rapidamente e é uma medida segura. Em geral, a conduta de emergência também pode incluir triptanos, mas quando a questão pergunta o tratamento inicial, o oxigênio é a resposta mais cobrada. Isso é conduta padrão em neurologia e aparece de forma recorrente em diretrizes e revisões sobre cefaleia em salvas. A indometacina é famosa por ser tratamento de escolha de outra cefaleia primária, a hemicrania contínua, então ela entra como isca elegante para confundir. Já amitriptilina e propranolol são mais lembrados na profilaxia da enxaqueca, não para abortar esse tipo de crise. Morfina, além de não tratar a causa, ainda pode atrapalhar o manejo e não é opção de primeira linha. Resumo para prova: cefaleia em salvas = homem jovem, dor unilateral brutal, sinais autonômicos ipsilaterais, inquietação, e tratamento agudo com oxigênio. Se você enxergar esse combo, pode marcar com boa confiança.

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