A HAS secundária pode ocorrer na faixa neonatal sendo mais frequentemente associada à(ao)
- A)trombose da artéria renal.
Correta, porque a trombose da artéria renal é uma causa clássica de HAS secundária no período neonatal, geralmente por ativação do sistema renina-angiotensina.
- B)glomerulonefrite aguda.
Errada, porque glomerulonefrite aguda é causa de hipertensão em crianças maiores, não sendo a associação mais frequente no neonato.
- C)feocromocitoma.
Errada, porque feocromocitoma é raro na infância e muito improvável como causa de HAS na faixa neonatal.
- D)hipertireoidismo.
Errada, porque hipertireoidismo pode elevar a pressão em outros contextos, mas não é a causa típica de HAS secundária no recém-nascido.
- E)síndrome de Cushing.
Errada, porque síndrome de Cushing pode causar hipertensão, porém não é a associação mais frequente no período neonatal.
Gabarito: A
Hipertensão arterial sistêmica (HAS) no recém-nascido e no período neonatal sempre merece atenção porque, nessa faixa etária, ela quase nunca é primária. Em geral, quando aparece, vale procurar uma causa secundária, como problemas renais, vasculares, cardíacos ou endócrinos. Ou seja: no neonato, HAS é mais pista de outra doença do que diagnóstico isolado. A causa mais clássica e mais cobrada é a trombose da artéria renal, muitas vezes relacionada a cateterismo de artéria umbilical, desidratação, policitemia ou estados de hipercoagulabilidade. O mecanismo é simples: a redução do fluxo renal ativa o sistema renina-angiotensina, elevando a pressão arterial. Por isso, em recém-nascido hipertenso, a região renal costuma ser o primeiro lugar para você investigar. Outras causas até podem ocorrer em pediatria, mas não são as mais típicas do período neonatal. Feocromocitoma, hipertireoidismo e síndrome de Cushing são diagnósticos muito menos prováveis nessa fase da vida, e glomerulonefrite aguda também não é uma causa frequente em neonatos. A banca quer que você reconheça esse padrão: em neonatal, pense primeiro em trombose de artéria renal. Assim, o gabarito é a alternativa A. É a associação mais clássica de HAS secundária no recém-nascido, e a FGV costuma cobrar exatamente essa correlação clínica direta entre idade do paciente e causa mais provável.