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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Uma gestante com 33 semanas realiza avaliação fetal por ultrassonografia com Doppler com os seguintes achados: Peso fetal estimado no percentil 2,5, normodramnia, ausência de malformações fetais aparentes, artéria umbilical com diástole zero, ducto venoso normal. Diante desses achados, a melhor conduta é proceder a

Gabarito: A

Aqui o quadro é de restricao de crescimento fetal precoce/gravidade importante: peso estimado abaixo do percentil 10, com diástole zero na artéria umbilical, mas ainda com ducto venoso normal. Isso indica insuficiência placentária relevante, porém sem sinais de descompensação venosa iminente. Em situações assim, a conduta costuma ser vigilância muito estreita e planejamento do parto antecipado, porque o feto já está em risco dentro do útero e não faz sentido “ganhar tempo” demais. O detalhe-chave é a Dopplervelocimetria. Diástole zero na artéria umbilical mostra aumento importante da resistência placentária. Se o ducto venoso ainda está normal, não é caso de resolução imediata às pressas como se houvesse sofrimento terminal, mas também não é um caso para esperar semanas em casa com tranquilidade. Por isso, a conduta é monitorização fetal duas vezes por semana e interrupção da gestação em 34 semanas. Na prática obstétrica, a ideia é equilibrar dois riscos: prematuridade vs. hipoxemia fetal progressiva. Entre 32 e 34 semanas, com esse Doppler, costuma-se indicar corticoterapia para maturação pulmonar e programar parto por cesariana, porque o quadro Doppler sugere alto risco de piora e a via vaginal nem sempre é a melhor escolha diante da fragilidade fetal. Esse raciocínio é o que sustenta a alternativa A. Não é uma situação de esperar até termo, nem de acompanhar de forma espaçada. O bebê já está avisando, via Doppler, que a placenta está fazendo mal o seu trabalho.

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