As cirurgias laparoscópicas podem evoluir com oligúria. Para se manter a diurese adequada, o seguinte procedimento deve ser feito:
- A)tentar manter a pressão intra-abdominal em torno ou abaixo de 10mmHg.
Certa, porque manter a pressão intra-abdominal em torno ou abaixo de 10 mmHg reduz o impacto hemodinâmico do pneumoperitônio e ajuda a preservar a diurese.
- B)fazer furosemida antes de estabelecer o pneumoperitônio.
Errada, porque furosemida antes do pneumoperitônio não corrige a causa da oligúria e pode até piorar a volemia e a perfusão renal.
- C)manter a pressão intra-abdominal em torno de 15mmHg.
Errada, porque 15 mmHg é uma pressão alta para a fisiologia renal e tende a aumentar a chance de oligúria.
- D)aumentar a hidratação.
Errada, porque aumentar hidratação de forma indiscriminada não resolve o mecanismo principal, que é a elevação da pressão intra-abdominal.
- E)injetar volumes líquidos venosos em bolus, para recuperar a diurese.
Errada, porque bolus venoso pode ser necessário em casos selecionados, mas não é a medida padrão para manter diurese durante a laparoscopia.
Gabarito: A
Na laparoscopia, o pneumoperitônio aumenta a pressão intra-abdominal e pode reduzir o retorno venoso renal, comprimir vasos e diminuir a perfusão dos rins. O resultado pode ser uma oligúria transitória, que nem sempre significa desidratação de verdade. Por isso, a conduta prática é evitar pressões intra-abdominais altas, porque quanto menor a pressão do pneumoperitônio, menor o impacto hemodinâmico e renal. Em geral, trabalha-se com a menor pressão que permita boa visualização cirúrgica. Pressões mais elevadas, como 15 mmHg, tendem a piorar a perfusão renal e favorecer a redução do débito urinário. Então, se a preocupação é manter a diurese adequada durante a cirurgia, a medida mais sensata é limitar a pressão intra-abdominal, idealmente em torno de 10 mmHg ou abaixo, quando viável. Não é uma situação em que sair dando diurético ou enchendo o paciente de volume automaticamente resolva. O raciocínio correto é ajustar a causa mecânica e fisiológica do problema, em vez de tratar apenas o número da urina no soro. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa lógica: menos pressão de insuflação, menos oligúria. Resumo de prova: a oligúria na laparoscopia costuma ser efeito do pneumoperitônio, e a conduta para preservar diurese é manter a pressão intra-abdominal baixa. A alternativa correta é a que aponta pressão em torno ou abaixo de 10 mmHg.