Segundo a classificação de prostatites do National Institutes of Health americano, um homem assintomático, com PSA elevado e infertilidade é classificado na categoria
- A)I.
Errada, porque a categoria I é prostatite bacteriana aguda, geralmente sintomática e com quadro infeccioso evidente.
- B)II.
Errada, porque a categoria II é prostatite bacteriana crônica, também relacionada a infecção recorrente ou persistente, não a paciente assintomático.
- C)III A.
Errada, porque a categoria IIIA é síndrome da dor pélvica crônica inflamatória, que exige sintomas dolorosos, o que não aparece no enunciado.
- D)III B.
Errada, porque a categoria IIIB é a forma não inflamatória da síndrome da dor pélvica crônica, ainda dependente de sintomas, especialmente dor.
- E)IV.
Certa, porque a categoria IV é a prostatite inflamatória assintomática, compatível com homem sem sintomas, com PSA elevado e investigação de infertilidade.
Gabarito: E
A classificação de prostatites do NIH divide o problema em 4 grupos, e o truque da prova costuma ser separar infecção, dor pélvica e achado incidental. A categoria I é a prostatite bacteriana aguda, a II é a bacteriana crônica, a III corresponde à síndrome da dor pélvica crônica, com os subtipos inflamatório (A) e não inflamatório (B), e a IV é a prostatite inflamatória assintomática. Aqui está o detalhe que a banca adora: o paciente pode não ter queixa urinária nenhuma e, ainda assim, ter inflamação prostática descoberta em exames, como biópsia, líquido seminal ou investigação de infertilidade. Se além disso ele tem PSA elevado, isso também pode aparecer nessa categoria por ser um achado laboratorial associado à inflamação, mesmo sem sintomas clínicos. Por isso o gabarito é a letra E. O enunciado descreve exatamente um homem assintomático, com PSA elevado e infertilidade, quadro típico de prostatite inflamatória assintomática, que no NIH é a categoria IV. Ou seja: sem dor, sem disúria, sem febre, mas com inflamação detectada por acaso ou em contexto de infertilidade. Resumo de prova: sintomas agudos puxam para I, infecção crônica para II, dor pélvica para III, e achado inflamatório sem sintomas para IV. Em questões de FGV, vale mais o padrão do quadro clínico do que um detalhe isolado.