A tétrade de Perlstein, caracterizada por coroeatetose, oftalmoplegia supranuclear, perda auditiva e displasia do esmalte dentário, está ligada à(ao)
- A)rubéola.
Errada: a rubéola congênita tem catarata, cardiopatia e surdez, mas não corresponde à tétrade de Perlstein.
- B)sifilis congênita.
Errada: a sífilis congênita pode causar alterações dentárias e auditivas, porém o quadro clássico da tétrade não é esse.
- C)citomegalovírus.
Errada: o citomegalovírus congênito pode causar surdez e déficit neurológico, mas não a associação típica de corioatetose com displasia do esmalte.
- D)toxoplasmose congênita.
Errada: a toxoplasmose congênita costuma dar coriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracranianas, não a tétrade descrita.
- E)encefalopatia bilirrubínica (kernicterus).
Certa: a tétrade de Perlstein é classicamente associada ao kernicterus, ou encefalopatia bilirrubínica.
Gabarito: E
A tétrade de Perlstein é um conjunto clássico de sequelas neurológicas e dentárias relacionado à encefalopatia bilirrubínica, também chamada de kernicterus. Ela inclui corioatetose, oftalmoplegia supranuclear, perda auditiva e displasia do esmalte dentário, sinais que aparecem porque a bilirrubina não conjugada em excesso é tóxica para estruturas do sistema nervoso central, especialmente os núcleos da base e o tronco encefálico. Em prova, quando a banca mistura alteração motora, alteração ocular, surdez e dente com defeito, você já pode pensar em lesão por bilirrubina e não em infecção congênita clássica. O ponto-chave é que o kernicterus surge em contexto de icterícia neonatal grave, geralmente por hiperbilirrubinemia indireta não tratada ou mal controlada. A bilirrubina atravessa a barreira hematoencefálica e lesa áreas vulneráveis, gerando o quadro motor extrapiramidal e os déficits auditivos e oculomotores. A displasia do esmalte ajuda a fechar a memória da tétrade. Por isso, o gabarito é a letra E. As outras alternativas remetem a infecções congênitas do grupo TORCH ou sífilis, que podem causar surdez, lesões oculares e alterações dentárias em outros padrões, mas não essa tétrade específica de Perlstein. Aqui, a associação clássica é mesmo com encefalopatia bilirrubínica.