Uma mamografia mostrou microcalcificações agrupadas no quadrante superior lateral da mama de uma mulher com 55 anos. O mastologista decidiu prosseguir a investigação com estudo histopatológico dessa lesão. Nesse caso, a melhor forma de fazer a biopsia é
- A)mamotomia guiada por mamografia.
Certa, porque microcalcificações não palpáveis e visíveis na mamografia devem ser biopsiadas com guia mamográfico, preferencialmente por mamotomia/estereotaxia.
- B)mamotomia guiada por ultrassonografia.
Errada, porque o ultrassom geralmente não detecta microcalcificações isoladas e só ajuda se houver lesão correlata visível nele.
- C)mamotomia guiada por ressonância magnética.
Errada, porque a ressonância é reservada para situações selecionadas e não é a melhor primeira guia para microcalcificações vistas na mamografia.
- D)punção aspirativa por agulha fina.
Errada, porque a punção aspirativa por agulha fina não é a melhor técnica para microcalcificações, já que fornece citologia e não arquitetura tecidual adequada.
- E)core biopsia guiada pela palpação.
Errada, porque uma lesão não palpável não deve ser biopsiada por palpação; você precisa de um método de imagem para guiar a amostra.
Gabarito: A
Microcalcificações agrupadas na mamografia acendem aquela luz amarela clássica da mastologia, porque podem representar desde lesão benigna até carcinoma in situ. Quando a alteração é vista só na mamografia e não tem alvo palpável ou visível ao ultrassom, a biópsia precisa ser feita com guia mamográfico, geralmente por estereotaxia, para acertar exatamente o foco suspeito. A mamotomia é uma biópsia por agulha de vácuo, ótima para coletar material de microcalcificações porque retira fragmentos maiores e melhora o rendimento diagnóstico. Isso é especialmente útil quando a lesão é pequena, não palpável e localizada apenas pela imagem mamográfica. Em outras palavras: viu na mamografia, mira na mamografia. O ponto central da questão é esse: microcalcificações agrupadas pedem método que enxergue bem calcificação, e a mamografia faz isso melhor que o ultrassom. O ultrassom só seria útil se houvesse um correlato sólido ou cístico visível naquele exame, o que não foi informado. Por isso, a melhor conduta é a mamotomia guiada por mamografia. Na prática, é o caminho mais adequado para obter diagnóstico histopatológico com precisão em lesão não palpável suspeita, seguindo a lógica consagrada da avaliação mamária por imagem e biópsia dirigida.