Você está cuidando de uma criança com taquicardia supraventricular (TSV). Nesse caso, a uma medida de tratamento inicial recomendada para interromper a TSV em uma criança estável é
- A)desfibrilação elétrica sincronizada.
Errada: desfibrilação é indicada para ritmos chocáveis sem pulso, enquanto TSV em criança estável é tratada inicialmente com adenosina ou manobras vagais.
- B)administração de adenosina IV.
Certa: a adenosina IV é a medida inicial recomendada para reverter TSV estável por bloqueio transitório do nó AV.
- C)massagem cardíaca externa.
Errada: massagem cardíaca externa é medida de reanimação em parada, não tratamento inicial de uma TSV com estabilidade hemodinâmica.
- D)administração de epinefrina IV.
Errada: epinefrina IV é usada em parada cardiorrespiratória e situações específicas de suporte, não para interromper TSV estável.
- E)intubação orotraqueal.
Errada: intubação orotraqueal pode ser suporte ventilatório em casos graves, mas não reverte a arritmia nem é a conduta inicial da TSV estável.
Gabarito: B
A taquicardia supraventricular (TSV) em criança estável costuma se apresentar com início súbito, frequência muito alta e, às vezes, a criança parece até surpreendentemente bem para o ritmo tão acelerado. O ponto-chave aqui é estabilidade hemodinâmica: se não há choque, alteração importante de consciência, hipotensão ou sinais de má perfusão, a conduta inicial é tentar interromper o circuito da arritmia sem partir logo para choque elétrico. Nessa situação, a adenosina IV é a medicação de escolha para cardioversão farmacológica aguda. Ela age bloqueando transitoriamente a condução no nó AV, que é justamente a estrutura envolvida na maioria das TSVs reentrantes em pediatria. Por isso, costuma reverter o quadro rapidamente, com efeito curto e diagnóstico-terapêutico quase instantâneo. Já desfibrilação sincronizada fica para situações de instabilidade ou quando a criança está muito mal e precisa de cardioversão elétrica, não como primeira medida em paciente estável. Massagem cardíaca, epinefrina e intubação orotraqueal não tratam a TSV em si e entram em contextos de parada cardiorrespiratória, suporte avançado de vida ou falência ventilatória, o que não é o cenário descrito. Em provas, a lógica é simples: criança estável com TSV = manobra/medicação que interrompe o nó AV, e a adenosina é a campeã desse jogo. É a conduta clássica dos protocolos de suporte avançado de vida pediátrico, muito alinhada ao que se ensina em diretrizes de emergência.