A marcha de um paciente com hiperlordose lombar, com a base ligeiramente alargada e com a báscula da bacia decorrente de fraqueza proximal dos membros inferiores e da cintura pélvica, deve ser classificada como
- A)miopática ou anserina.
Correta, porque a descrição é clássica de marcha miopática ou anserina, com fraqueza proximal, hiperlordose lombar e báscula da bacia.
- B)escarvante.
Errada, porque a marcha escarvante está ligada à queda do pé por fraqueza dos dorsiflexores, com elevação exagerada da perna ao andar.
- C)espástica.
Errada, porque a marcha espástica costuma ter rigidez, arraste e padrão em tesoura, não o quadro de fraqueza proximal descrito.
- D)parkinsoniana.
Errada, porque a marcha parkinsoniana é de passos curtos, lentidão e diminuição do balanço dos braços, sem o padrão de báscula pélvica típico.
- E)talonante.
Errada, porque a marcha talonante ocorre por perda da sensibilidade proprioceptiva, com batida forte do calcanhar no chão para compensar.
Gabarito: A
A marcha miopática, também chamada de marcha anserina, aparece quando há fraqueza dos músculos proximais, especialmente da cintura pélvica. Nessa situação, o paciente compensa com hiperlordose lombar, base um pouco alargada e báscula da bacia, porque precisa “jogar” o tronco e o quadril para conseguir caminhar sem cair. É aquele tipo de marcha em que o corpo vai adaptando o movimento para driblar a falta de força, como quem tenta carregar sacola pesada e muda a postura sem perceber. Esse padrão é típico de miopatias e também pode ser visto em algumas distrofias musculares, nas quais o comprometimento proximal é mais evidente do que o distal. O nome “anserina” vem da semelhança com o andar do ganso, com balanço pélvico e esforço para estabilizar o corpo. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O enunciado praticamente descreve o quadro clássico: hiperlordose lombar, base alargada, báscula da bacia e fraqueza proximal dos membros inferiores e da cintura pélvica. Isso fecha com marcha miopática ou anserina, sem precisar de muita ginástica mental. As outras marchas têm outra lógica: a escarvante sugere déficit de dorsiflexão do pé, a espástica lembra rigidez e arraste, a parkinsoniana vem com passos curtos e redução do balanço dos braços, e a talonante está ligada à perda da propriocepção. Aqui, o problema principal não é coordenação, nem rigidez, nem sensibilidade, mas fraqueza muscular proximal.