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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 43 anos, sexo feminino, história de obesidade, realizou cirurgia plástica abdominal há 4 dias. Retorna ao hospital com quadro clínico de dor torácica tipo pleurítica, início súbito após levantar da cama, dispneia e taquicardia. Na emergência, o exame complementar mais indicado inicialmente é

Gabarito: A

O quadro descreve uma embolia pulmonar aguda até prova em contrário: cirurgia recente, obesidade, dor torácica pleurítica, dispneia e taquicardia. Em medicina de urgência, quando a suspeita clínica é alta, você não fica “namorando” exames de triagem que podem atrasar o diagnóstico. O passo inicial mais útil, na paciente estável, é a angiotomografia de tórax, que visualiza trombos nas artérias pulmonares e ainda ajuda a avaliar diagnósticos diferenciais. O d-dímero serve melhor quando a suspeita é baixa ou intermediária, porque um resultado negativo pode ajudar a excluir tromboembolismo em pacientes selecionados. Aqui, a chance clínica já é alta por conta do contexto pós-operatório e dos sintomas típicos, então o d-dímero vira mais enfeite do que solução. O raciocínio é bem prático: em suspeita alta de tromboembolismo pulmonar, exame de imagem é prioridade. A angiotomografia de tórax é o exame de escolha inicial na maioria dos casos de paciente hemodinamicamente estável. Se a paciente estivesse instável e não pudesse ir ao tomógrafo, a estratégia mudaria, mas isso não é o caso do enunciado. Resumo de prova: pós-operatório + dispneia súbita + dor pleurítica + taquicardia = pense em embolia pulmonar e peça angiotomografia. A banca costuma cobrar exatamente essa ideia de não perder tempo com exames menos resolutivos quando a suspeita clínica já está bem “gritando”.

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