A entubação orotraqueal, em um paciente que sofreu traumatismo cranioencefálico, não é indicada quando
- A)há evidências de herniação encefálica.
Correta como indicação, porque evidência de herniação encefálica é situação grave que exige proteção imediata da via aérea e suporte ventilatório.
- B)há apneia.
Correta como indicação, porque apneia significa ausência de ventilação eficaz e exige entubação imediata.
- C)a pontuação na escala de coma de Glasgow é maior do que 11.
Errada, porque Glasgow maior do que 11 não é indicação de entubação por si só; o maior risco costuma estar em Glasgow bem mais baixo, geralmente até 8.
- D)ocorre hipoxemia não corrigida com a administração de oxigênio suplementar.
Correta como indicação, porque hipoxemia não corrigida com oxigênio suplementar mostra falha na oxigenação e pede via aérea avançada.
- E)há hipercapnia.
Correta como indicação, porque hipercapnia indica ventilação inadequada e pode piorar a pressão intracraniana no TCE.
Gabarito: C
No traumatismo cranioencefálico, a entubação orotraqueal entra em cena quando o paciente não consegue proteger a via aérea ou quando há risco de piora da oxigenação e ventilação. Pense no básico: se a respiração falha, se há rebaixamento importante do nível de consciência ou sinais de herniação, a via aérea precisa ser garantida sem demora. As indicações clássicas incluem apneia, hipoxemia persistente apesar de oxigênio suplementar, hipercapnia e sinais de herniação encefálica. Em TCE, a preocupação é dupla: evitar hipóxia e evitar aumento da pressão intracraniana por retenção de CO2. Não é hora de vacilar com a ventilação. O gabarito é a letra C porque, se a pontuação na escala de coma de Glasgow é maior do que 11, em geral o paciente não preenche critério de entubação por rebaixamento de consciência. A conduta costuma ser de observação e suporte, e não de intubação automática. Na prática, o corte que costuma acender o alerta é Glasgow menor ou igual a 8. Então, a lógica da questão é simples: entubar quando há falência respiratória, proteção inadequada da via aérea ou gravidade neurológica importante. Quando o Glasgow está acima de 11, isso por si só não é indicação de entubação.