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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

A entubação orotraqueal, em um paciente que sofreu traumatismo cranioencefálico, não é indicada quando

Gabarito: C

No traumatismo cranioencefálico, a entubação orotraqueal entra em cena quando o paciente não consegue proteger a via aérea ou quando há risco de piora da oxigenação e ventilação. Pense no básico: se a respiração falha, se há rebaixamento importante do nível de consciência ou sinais de herniação, a via aérea precisa ser garantida sem demora. As indicações clássicas incluem apneia, hipoxemia persistente apesar de oxigênio suplementar, hipercapnia e sinais de herniação encefálica. Em TCE, a preocupação é dupla: evitar hipóxia e evitar aumento da pressão intracraniana por retenção de CO2. Não é hora de vacilar com a ventilação. O gabarito é a letra C porque, se a pontuação na escala de coma de Glasgow é maior do que 11, em geral o paciente não preenche critério de entubação por rebaixamento de consciência. A conduta costuma ser de observação e suporte, e não de intubação automática. Na prática, o corte que costuma acender o alerta é Glasgow menor ou igual a 8. Então, a lógica da questão é simples: entubar quando há falência respiratória, proteção inadequada da via aérea ou gravidade neurológica importante. Quando o Glasgow está acima de 11, isso por si só não é indicação de entubação.

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