A esteroidogênese ocorrida nas células da teca e da granulosa tem como substrato básico:
- A)androstenediona
Errada, porque androstenediona é um intermediário da via esteroidogênica, não o substrato inicial.
- B)SDHEA.
Errada, porque SDHEA é um andrógeno precursor, mas também não é a base primária da síntese esteroidal.
- C)colesterol.
Certa, porque o colesterol é o precursor básico de todos os hormônios esteroides no ovário.
- D)pregnolona.
Errada, porque pregnenolona é formada a partir do colesterol e não é o substrato original da via.
- E)inibina.
Errada, porque inibina é um hormônio peptídico regulador, não um precursor da esteroidogênese.
Gabarito: C
A esteroidogênese ovariana acontece em duas etapas bem organizadas, quase como uma linha de produção: a célula da teca capta o substrato inicial e produz andrógenos, e a célula da granulosa transforma esses precursores em estrogênios. Para esse processo começar, o ponto de partida é sempre o colesterol, que é o grande precursor de todos os hormônios esteroides. No ovário, o colesterol entra na via esteroidogênica e, a partir dele, são formados pregnenolona, progesterona e os demais esteroides, conforme a célula e as enzimas disponíveis. A teca, estimulada pelo LH, produz principalmente andrógenos; a granulosa, estimulada pelo FSH, converte esses andrógenos em estradiol pela aromatase. Ou seja, o colesterol é a matéria-prima básica da fábrica inteira. Por isso, o gabarito é a alternativa C. As demais opções representam intermediários, produtos finais ou moléculas reguladoras, mas não o substrato básico da esteroidogênese. Em prova, quando a banca pergunta o “substrato básico”, ela quer justamente a molécula inicial que alimenta toda a cascata. Se você lembrar da sequência colesterol -> pregnenolona -> progesterona -> andrógenos -> estrogênios, já sai na frente. É a espinha dorsal da bioquímica hormonal do ovário, e a FGV gosta de cobrar essa lógica de forma direta.