Os casos de pacientes com doença coronária multi-arterial e diabetes devem ser levados à avaliação do heart-team, de acordo com as Diretrizes de Revascularização Coronariana do ACC/AHA de 2021. Nos casos de doença tri-arterial, diabetes e disfunção moderada do VE, essa diretriz orienta que, preferencialmente, o paciente
- A)receba tratamento clínico otimizado.
Errada, porque tratamento clínico isolado não é a estratégia preferida em doença triarterial com diabetes e disfunção ventricular.
- B)seja submetido a angioplastia coronária com stents farmacológicos.
Errada, pois a angioplastia com stents farmacológicos costuma ser menos vantajosa que a cirurgia nesse cenário de maior complexidade anatômica.
- C)seja submetido a revascularização cirúrgica do miocárdio.
Certa, porque a diretriz favorece CABG em doença triarterial associada a diabetes e disfunção moderada do VE.
- D)seja encaminhado a um serviço de reabilitação cardíaca.
Errada, reabilitação cardíaca é adjuvante importante, mas não substitui a necessidade de revascularização nesse contexto.
- E)seja submetido a angioplastia por balão ou com stents convencionais.
Errada, porque angioplastia por balão ou stents convencionais não é a estratégia preferida para doença coronária complexa com diabetes.
Gabarito: C
Nas diretrizes ACC/AHA de 2021 para revascularização coronariana, o paciente com doença coronária multiarterial e diabetes deve ser avaliado por um heart-team, porque a decisão não é "automática" e depende do perfil anatômico e clínico. Quando existe doença triarterial associada a diabetes e disfunção moderada do ventrículo esquerdo, a estratégia que costuma oferecer melhor resultado de longo prazo é a revascularização cirúrgica do miocárdio (CABG). Isso acontece porque, nesse cenário, a cirurgia tende a dar revascularização mais completa e duradoura, com menos necessidade de nova intervenção ao longo do tempo. Em pacientes diabéticos com doença coronária complexa, especialmente multivascular, o benefício da cirurgia sobre a angioplastia é um ponto clássico das diretrizes modernas. A lógica da banca aqui é bem alinhada à diretriz: multiarterial + diabetes já acende a luz do heart-team; tri-arterial + disfunção moderada do VE empurra ainda mais a decisão para cirurgia. Em prova, pense assim: quanto maior a complexidade anatômica e maior o peso do diabetes, mais a CABG ganha força. Então, o gabarito C está correto porque, nesse perfil específico, a diretriz favorece a revascularização cirúrgica do miocárdio como a melhor opção preferencial.