Paciente submetida a ressecção endoscópica de tumor vesical. Após a retirada do cateter, ela inicia dor hipogástrica. Cistografia mostra pequeno extravasamento de contraste extraperitoneal. Nesse caso, a conduta imediata é
- A)colocar um cateter de Foley.
Certa: a sonda Foley descomprime a bexiga e permite cicatrização espontânea do pequeno extravasamento extraperitoneal.
- B)cistorrafia laparoscópica.
Errada: cistorrafia laparoscópica é exagero para extravasamento extraperitoneal pequeno e paciente estável.
- C)observação e antibióticos.
Errada: observação e antibióticos isoladamente não fazem a descompressão necessária da bexiga.
- D)realizar ressonância magnética para melhor avaliação.
Errada: a cistografia já definiu a lesão; ressonância não é a conduta imediata.
- E)laparotomia para avaliação de lesões associadas e cistorrafia.
Errada: laparotomia e cistorrafia ficam para lesões intraperitoneais importantes ou casos complexos, não para pequeno vazamento extraperitoneal.
Gabarito: A
Depois de uma ressecção endoscópica de tumor vesical, é comum haver uma lesão pequena da bexiga ou um ponto de fragilidade na parede vesical. Se, após a retirada da sonda, a paciente passa a ter dor hipogástrica e a cistografia mostra extravasamento extraperitoneal pequeno, a lógica é simples: a bexiga precisa voltar a ficar em repouso para cicatrizar. E quem faz esse trabalho muito bem é o cateter de Foley, mantendo drenagem contínua da urina e diminuindo a pressão intravesical. Esse quadro descreve uma extravasão extraperitoneal pequena, que em geral tem conduta conservadora com derivação urinária por sonda vesical de demora. Não é cenário de correria para laparotomia, porque não há sinais de ruptura intraperitoneal nem de instabilidade ou lesão associada grave. Também não se pede ressonância para "ver melhor" o que a cistografia já mostrou de forma suficiente. Em urologia, a regra prática é: extravasamento extraperitoneal pequeno e paciente estável = drenagem vesical e observação clínica. Antibiótico pode até ser associado conforme o caso, mas não substitui a medida principal. A ideia aqui é descompressão da bexiga para o defeito fechar sozinho, sem drama cirúrgico desnecessário. Por isso, a alternativa correta é a colocação de um cateter de Foley. É uma conduta clássica, conservadora e totalmente compatível com um vazamento extraperitoneal discreto após procedimento endoscópico.