Estimativas recentes sugerem que a apneia obstrutiva do sono (AOS) moderada/grave pode acometer 425 milhões de pessoas no mundo. Os principais fatores de risco para AOS incluem os seguintes, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Sexo masculino.
Certa, porque o sexo masculino é um fator de risco clássico para apneia obstrutiva do sono.
- B)Idade avançada.
Certa, porque a idade avançada aumenta o risco de colapso da via aérea durante o sono.
- C)Obesidade.
Certa, porque a obesidade é um dos principais fatores de risco para AOS, especialmente pela gordura cervical.
- D)Alterações craniofaciais.
Certa, porque alterações craniofaciais podem estreitar a via aérea superior e favorecer apneia.
- E)Tabagismo.
Errada, porque tabagismo não é fator de risco principal e clássico para AOS, embora possa agravar sintomas e inflamação de vias aéreas.
Gabarito: E
A apneia obstrutiva do sono (AOS) acontece quando a via aérea superior colapsa repetidamente durante o sono, gerando roncos, despertares e queda na oxigenação. Na prática de prova, os fatores de risco clássicos são bem conhecidos: sexo masculino, idade avançada, obesidade e alterações craniofaciais que estreitam a via aérea. Esses são os “suspeitos de sempre” quando a FGV quer cobrar AOS. O raciocínio da questão é simples: ela pede a exceção entre os principais fatores de risco. Tabagismo pode até aparecer associado em alguns estudos, por inflamar vias aéreas e piorar sintomas, mas não entra como fator de risco principal e clássico da AOS. Então, se a banca pergunta “qual não é o principal?”, é nele que você deve desconfiar. Em termos doutrinários, a AOS é multifatorial, com forte peso de anatomia da via aérea, adiposidade cervical e redução do tônus muscular faríngeo durante o sono. Por isso, obesidade e alterações craniofaciais têm muito mais relevância do que hábitos como tabagismo na caracterização de risco. Na prova, pense em estrutura e fisiologia, não em “vilões genéricos” do pulmão. Resumo de bolso: homem, mais velho, obeso e com alterações craniofaciais? Perfil típico de AOS. Tabagismo pode piorar o quadro respiratório, mas não é o fator clássico cobrado como principal na AOS.