Assinale a opção que indica a doença oftálmica que apresenta etiologia de caráter genético e fisiopatologia caracterizada por degeneração progressiva do endotélio corneano.
- A)Síndrome de Cogan.
Errada, porque a síndrome de Cogan é uma doença inflamatória autoimune com acometimento ocular e auditivo, não uma distrofia genética do endotélio corneano.
- B)Ceratopatia bolhosa.
Errada, porque a ceratopatia bolhosa é uma consequência de edema corneano por falência endotelial, mas não é a doença genética primária descrita no enunciado.
- C)Ceratomalácea.
Errada, porque a ceratomalácea está ligada a deficiência de vitamina A e ressecamento grave da córnea, sem relação com degeneração hereditária do endotélio.
- D)Distrofia de Fuchs.
Certa, porque a distrofia de Fuchs é uma doença genética com degeneração progressiva do endotélio corneano e edema corneano progressivo.
- E)Ceratite intersticial.
Errada, porque a ceratite intersticial é um processo inflamatório estromal da córnea, frequentemente associado a causas infecciosas ou imunológicas, e não a distrofia endotelial genética.
Gabarito: D
Quando a banca fala em doença oftálmica de origem genética e com degeneração progressiva do endotélio corneano, ela está descrevendo a distrofia de Fuchs. Pense nela como um desgaste lento e silencioso da camada mais interna da córnea, que é o endotélio, responsável por manter a córnea desidratada e transparente. Quando essas células falham, a córnea incha, perde a transparência e surgem visão embaçada e, em fases mais avançadas, ceratopatia bolhosa. O ponto-chave da questão é justamente a combinação de herança genética com comprometimento primário do endotélio corneano. Na distrofia de Fuchs, há perda progressiva das células endoteliais e alterações como guttae, o que prejudica a bomba endotelial. Resultado prático: a córnea vai ficando edemaciada, principalmente ao longo do dia ou ao despertar, quando o edema pode ser mais perceptível. Isso ajuda a diferenciar de doenças inflamatórias, infecciosas ou carenciais. Nem toda córnea opaca é doença genética, então aqui a banca quer que você reconheça a fisiopatologia, não só a aparência clínica. Em provas, o caminho mais seguro é lembrar: endotélio corneano + progressão lenta + genética = Fuchs. Portanto, o gabarito é a alternativa D, porque a distrofia de Fuchs é a distrofia endotelial clássica, de caráter hereditário, com degeneração progressiva do endotélio corneano. As demais alternativas fogem desse mecanismo, seja por serem inflamatórias, carenciais, traumáticas ou de outra origem.